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Estado atual do homem que recebeu o primeiro transplante de bexiga

Primeiro transplante de bexiga humano avança para seis meses; paciente de 41 anos mantém função renal e da bexiga, sem sinais de rejeição

Transplante duplo: Oscar Larrainzar foi a primeira pessoa a receber um transplante de rim e bexiga, em maio de 2025 (UCLA Health/Reprodução)
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  • Oscar Larrainzar, 41 anos, recebeu o primeiro transplante de bexiga do mundo, acompanhado de um transplante de rim, em maio de 2025, no UCLA Health, Califórnia.
  • O órgão veio de uma doadora de 35 anos com tipo sanguíneo compatível, que faleceu por lesão cerebral.
  • Seis meses depois, o paciente apresenta boa função renal e da bexiga transplantada, com capacidade de cerca de 600 mililitros de urina e sem sinais de rejeição.
  • Houve apenas uma complicação no 25º dia de pós-operatório: vazamento de urina na região do dreno, ferida que se abriu e área infeccionou, exigindo nova cirurgia, com boa recuperação posterior.
  • A UCLA Health já realizou mais dois transplantes duplos de rim e bexiga; um deles teve complicação na bexiga substituta, mas o rim funciona bem, e o terceiro paciente já urina sozinho.

O homem que recebeu o primeiro transplante mundial de bexiga está estável seis meses após a cirurgia, segundo publicação na The Lancet. O procedimento, realizado em maio de 2025, incluiu rémise com bexiga e rim, em UCLA Health, Califórnia.

O paciente, Oscar Larrainzar, 41 anos, teve os dois rins e grande parte da bexiga removidos devido a um câncer. Ele dependia de diálise há sete anos e agora apresenta boa função renal e bexiga transplantada em funcionamento.

A operação envolveu uma doadora de 35 anos, com tipo sanguíneo compatível, que faleceu por morte encefálica. A equipe informou excelente perfusão dos dois órgãos e ausência de complicações intraoperatórias.

Progresso no sexto mês e funcionamento dos órgãos

Ao longo de seis meses, a função renal manteve-se adequada, e a bexiga transplantada demonstra desempenho normal. O paciente volta a sentir quando o órgão está cheio e armazena cerca de 600 ml de urina.

Ele urina espontaneamente, esvazia a bexiga praticamente por completo e não apresenta retenção urinária relevante. Houve apenas uma complicação no 25º dia, com vazamento de urina no dreno e abertura cirúrgica.

O estudo aponta que o paciente continua sob imunossupressão convencional, reduzindo o risco de rejeição. A equipe descreve a cirurgia como bem-sucedida, com circulação sanguínea estável nos dois órgãos.

Avanços e próximos passos

Segundo nota da UCLA Health, Larrainzar já voltou ao trabalho e, sem diálise, participou de atividades familiares, incluindo mergulho com a filha de 10 anos em Las Vegas. A instituição sinaliza continuidade clínica para monitoramento.

Além do caso de Larrainzar, a equipe liderada pelo cirurgião Nima Nassiri realizou mais dois transplantes duplos de rim e bexiga. Um paciente teve complicação que levou à remoção da nova bexiga, mas o rim segue funcionando.

O terceiro paciente também passa pela recuperação, e, quase dois meses após a cirurgia, já urina de forma independente. A família mantém o otimismo com os próximos desfechos.

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