- Estudantes do colégio Liceo Scientifico Cavour contaram sobre salas escondidas sob o ginásio, o que levou a professora Claudia Marino a chamar a Superintendência Especial de Roma e iniciar escavações oficiais em janeiro de 2026.
- Explorações clandestinas dos túneis pelos alunos revelaram corredores antigos, levando à intervenção institucional.
- A equipe arqueológica encontrou uma domus do século II d.C. com cômodos bem preservados, murais, estuque nos tetos, frisos geométricos e um mosaico preto sofisticado, além de fragmentos de cerâmica e grafites entre 1920 e 1950.
- A pesquisa aponta que a residência pertencia a elite romana, possivelmente L. Fabius Gallus, cônsul no ano 131, e depois a Umabria Albina, com riqueza evidenciada pelo uso do vermelho pompeiano.
- A administração escolar e as autoridades de patrimônio avaliam abrir o sítio Domus Liceo Cavour para visitação pública, com a ideia de os alunos atuarem como guias.
Foi uncoverada uma mansão romana de cerca de 1.800 anos, sob um ginásio de uma escola em Roma. Estudantes do Liceo Scientifico Cavour começaram a investigar rumores sobre salas escondidas e encontraram túneis e corredores antigos. A professora Claudia Marino acionou a Superintendência Especial de Roma, que iniciou escavações oficiais em janeiro de 2026.
As escavações revelaram uma domus de elite do século II d.C. Diversos cômodos foram preservados, incluindo murais com figuras humanas e florais, tetos em estuque e um mosaico preto em estado sofisticado. Fragmentos de cerâmica do cotidiano, como ânforas, também foram encontrados, além de grafites de visitantes entre 1920 e 1950.
Propriedade e donos da residência
Análises apontam que a casa pertenceu a membros da elite romana. Entre os achados está o nome L. Fabius Gallus, senador que exerceu o cargo de cônsul em 131. Outros vestígios indicam a circulação da residência para a aristocracia de Umbría Albina, destacando o alto padrão de decoração.
Contexto histórico de Roma
Roma guarda camadas históricas devido à ocupação contínua por mais de dois mil anos. Construções eram erguidas sobre estruturas anteriores, gerando níveis sucessivos de ocupação. Com isso, obras modernas costumam revelar templos, vias e casas preservadas sob o solo.
Possibilidade de visitação pública
A direção da escola e as autoridades de patrimônio discutem abrir o sítio, batizado de Domus Liceo Cavour, para visitação pública. Uma proposta em estudo prevê treinar alunos da própria instituição como guias, integrando o aprendizado à visitação.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para ler a reportagem completa, acompanhe a publicação oficial.
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