- Uma revisão publicada no The British Medical Journal analisou sessenta e nove ensaios com quase cento e cinquenta e quatro mil participantes, mostrando pouco benefício de cálcio e vitamina D isolados ou combinados para prevenir quedas e fraturas.
- A maioria dos participantes tinha cerca de setenta e um anos, e os estudos compararam vitamina D, cálcio ou a associação de ambos com placebo.
- Os autores destacam que a suplementação tem sido amplamente indicada com base em resultados promissores, mas os dados atuais indicam pouco ou nenhum efeito nos desfechos avaliados.
- No Reino Unido, as prescrições de cálcio e vitamina D aumentaram de treze milhões de libras em dois mil e um para cento e onze milhões em dois mil e vinte e um.
- Os pesquisadores alertam que os resultados não devem ser generalizados, especialmente para pacientes com distúrbios ósseos específicos, e recomendam mais pesquisas sobre dieta, revisão de medicamentos e hábitos saudáveis, além de exercícios.
O que acontece: um estudo publicado no BMJ avaliou se a suplementação de cálcio e vitamina D, isolada ou em combinação, reduz quedas e fraturas em adultos. A revisão envolveu 69 ensaios com quase 154 mil participantes e concluiu que os benefícios são, em grande parte, mínimos.
Quem está envolvido: pesquisadores que conduziram a revisão de dados de estudos clínicos publicados ao longo de décadas e que compararam vitamina D isolada, cálcio isolado ou a combinação com placebo.
Quando e onde ocorreu: a análise considerou trabalhos publicados entre 2014 e fevereiro de 2025. O estudo revisou dados de fontes em três bases e não se restringiu a um país específico, mantendo foco global.
Por que isso importa: a suplementação tem sido amplamente recomendada para prevenir quedas e fraturas em idosos, incluindo residentes de instituições de longa permanência, com impacto econômico relevante em alguns países.
Detalhes adicionais: os resultados indicam pouco ou nenhum efeito das intervenções sobre desfechos de fraturas e quedas, com nível de evidência variando de moderado a alto. A exceção pode ocorrer em pacientes com distúrbios ósseos específicos.
Custos e implicações: os autores destacam que o aumento de prescrições de cálcio e vitamina D elevou custos em diversos países, citando o Reino Unido, onde gastos passaram de 13 milhões de libras em 2001 para 111 milhões em 2021.
Contexto e recomendações: embora não haja necessidade geral de suplementação para prevenção de quedas ou fraturas, não é possível generalizar os resultados para todos os pacientes. Pesquisas adicionais são pedidas, incluindo dieta, revisão de medicamentos e inclusão de hábitos saudáveis.
O que vem a seguir: os pesquisadores sugerem maior investigação de estratégias não farmacológicas e da combinação de intervenções para reduzir o risco de fraturas, além de exercícios físicos e tratamentos para osteoporose.
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