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Finalistas da 17ª edição do Prêmio Octávio Frias de Oliveira são anunciados

Seis trabalhos disputam as categorias de pesquisa em oncologia e inovação tecnológica no 17º Prêmio Octavio Frias de Oliveira; cerimônia ocorre em 12 de agosto no Icesp

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  • Finalistas da categoria pesquisa em oncologia incluem estudos sobre leucemia mieloide aguda, câncer de mama e câncer de pulmão, com trabalhos da USP, Hospital Sírio-Libanês e Hospital de Amor de Barretos.
  • Marcador de DNA mitocondrial foi identificado como elemento que pode prever recaída na leucemia mieloide aguda e indicar vulnerabilidade a remédios que afetam a energia celular.
  • Splicing alternativo do gene HER2 amplia a diversidade de isoformas da proteína, ajudando a explicar resistência de tumores de mama a terapias-alvo.
  • Perfil genético de uma grande coorte brasileira de câncer de pulmão indica que a maioria tem alterações oncogênicas, com TP53 associado a possível resistência terapêutica.
  • Na inovação tecnológica, aparecem a nanopartícula nasal para levar temozolomida ao cérebro contra glioblastoma, o transplante ovariano para preservar função hormonal em câncer de colo do útero e o uso da cefalocromina como potencial complemento da quimioterapia no câncer de mama triplo-negativo.

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) anunciou, nesta sexta-feira (3), os finalistas da 17ª edição do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. A premiação, em parceria com a Folha, destaca pesquisas e inovações em oncologia no Brasil. A cerimônia ocorre em 12 de agosto no Icesp.

O prêmio homenageia Octavio Frias de Oliveira, publisher da Folha de 1962 a 2007, e incentiva avanços em prevenção e tratamento do câncer. Serão anunciados vencedores por categoria, com prêmio de 20 mil reais cada e certificado. Também será revelado o vencedor da personalidade de destaque em oncologia.

Finalistas da categoria pesquisa em oncologia

Marcador pode orientar tratamento da leucemia mieloide aguda

Autores da USP mostram que alto conteúdo de DNA mitocondrial identifica leucemias mieloides agudas dependentes de fosforilação oxidativa, sugerindo vulnerabilidade terapêutica. O marcador pode ser detectado por PCR no diagnóstico.

O estudo indica que esse perfil informa o quanto as células tumorais dependem de mitocôndrias. Nível alto correlaciona com maior resistência à quimioterapia e maior risco de recaída. Pesquisadores destacam potencial de uso de metformina como complemento.

Pesquisa explica como o câncer de mama escapa de terapias

No Centro de Oncologia Molecular do Hospital Sírio-Libanês, estudo aponta que splicing alternativo amplia isoformas do HER2. Foram identificadas pelo menos 90 variantes, frente às 13 descritas antes.

A diversidade de isoformas ayuda a entender a resistência a terapias-alvo, pois algumas perdem a região de ligação do fármaco. Os autores defendem que mapear variações pode orientar diagnóstico e escolha terapêutico.

Perfil genético do câncer de pulmão pode orientar terapias mais precisas

A análise de 1.131 pacientes com câncer de pulmão, atendidos pelo SUS em Barretos e Porto Velho, revelou grande diversidade de alterações genéticas. TP53 surgiu como possível marcador de resistência terapêutica.

O estudo também aponta que a maioria tem ao menos uma alteração oncogênica e que mais da metade tem alvos genômicos para terapias direcionadas. Autores defendem ampliar o diagnóstico molecular para reduzir desigualdades no tratamento.

Nanopartícula via nasal transporta quimioterapia ao cérebro contra glioblastoma

A USP desenvolveu a NP-MB, uma nanopartícula biomimética que leva temozolomida diretamente ao cérebro pela via nasal. A estratégia busca atravessar a barreira hematoencefálica e melhorar eficácia.

A técnica não cria novo fármaco, apenas direciona melhor a droga. Pesquisas ressaltam potencial de reduzir doses e exposição sistêmica, comum com quimioterapia oral.

Estudo testa implante ovariano na coxa para evitar menopausa precoce com câncer de colo do útero

No Icesp, pesquisadores avaliaram transplante autólogo de tecido ovariano para preservar função ovariana em pacientes sujeitas à radioterapia pélvica. O procedimento manteve hormônios em parte das participantes.

Em 12 pacientes, houve diferença significativa entre grupo com enxerto e grupo controle na preservação da função ovariana aos seis meses. A técnica aponta para menor sintomatologia associada à menopausa.

Composto natural mostra potencial contra câncer de mama triplo-negativo

Cientistas da USP estudam cefalocromina, derivada de fungos, em células de câncer de mama triplo-negativo. Em testes in vitro, houve indução de apoptose e danos ao DNA tumoral.

A substância também aumentou o efeito de quimioterápicos, como paclitaxel e doxorrubicina, quando combinados. Resultado sugere possível uso como adjuvante para intensificar a terapia.

Finalistas da categoria inovação tecnológica em oncologia

Nanopartícula via nasal transporta quimioterapia ao cérebro contra glioblastoma

O grupo da USP desenvolveu nanopartículas biomiméticas para levar temozolomida ao cérebro via nasalinha. Objetivo é entregar mais medicamento ao tecido tumoral e reduzir efeitos sistêmicos.

A tecnologia utiliza um núcleo biodegradável com revestimento de membranas de células de glioma, simulando reconhecimento homotípico para maior absorção pelas células.

Estudo testa implante ovariano na coxa para evitar menopausa precoce com câncer de colo do útero

O ensaio randomizado, do Icesp, avaliou transplante ovariano autólogo para preservar função hormonal em jovens submetidas a radioterapia pélvica. A técnica pode reduzir menopausa precoce.

Dois grupos formaram a amostra: 12 em tratamento com enxerto e 10 no grupo controle. Seis meses após intervenção, o grupo tratado manteve hormônio compatível com função ovariana.

Composto natural mostra potencial contra câncer de mama triplo-negativo

A cefalocromina, derivada de fungos, mostrou reduzir a viabilidade de células de câncer de mama triplo-negativo em estudos in vitro. A substância induziu apoptose e prejudicou vias de sobrevivência celular.

Resultados indicam potencial para atuar como adjuvante, aumentando a eficácia de quimioterápicos já usados na prática clínica. Pesquisadores ressaltam o valor da biodiversidade brasileira na pesquisa oncológica.

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