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Nasa lança missão inédita para rebocar telescópio no espaço

Nasa lança missão inédita para rebocar o Observatório Swift a uma órbita mais estável, buscando evitar sua desintegração na reentrada

Concepção artística do Observatório Neil Gehrels Swift sendo transportado para uma órbita mais alta sobre a Terra pela espaçonave Link
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  • NASA e a startup Katalyst lançaram uma missão inédita para rebocar o Observatório Swift a uma órbita mais alta, buscando evitar que se desintegre na atmosfera.
  • A espaçonave Link, de aproximadamente meia tonelada, será acoplada ao Swift e rebocada por um foguete Pegasus XL, lançado do atol de Kwajalein, no Pacífico, às 5h36.
  • O Swift, lançado em 2004, não tem propulsão própria e está avariado; sem intervenção, pode seguir para a Terra e se desintegrar ainda neste ano.
  • A operação envolve o jato TriStar que envolve o lançamento e o foguete Pegasus XL; Link terá três braços robóticos para agarrar o satélite e levá-lo a cerca de 600 km de altitude.
  • A missão é a primeira desse tipo nos Estados Unidos e acompanha debates sobre tecnologias de manutenção de satélites, com relação a usos militares e comparação com testes chineses.

A Nasa, em parceria com a startup Katalyst Space Technologies, lançou uma missão inédita para rebocar o telescópio espacial Swift para uma órbita mais alta e estável. O início ocorreu às 5h36 desta sexta-feira, a partir de um atol no Pacífico, após adiamentos por mau tempo e problemas técnicos. A operação envolve acoplar a nave Link ao observatório avariado.

Swift, observado desde 2004, tem como foco galáxias distantes e buracos negros, mas foi projetado originalmente para estudar explosões de raios gamma. Sem propulsão própria, o observatório corre risco de desintegrar-se na atmosfera ao fim do ano se não houver intervenção.

A missão, contratada pela Nasa à Katalyst em setembro por 30 milhões de dólares, visa resgatar um equipamento avaliado em 500 milhões de dólares. A Link, meia tonelada, foi concebida para acoplar-se ao satélite e rebocá-lo para uma órbita mais alta.

Detalhes da Missão

O jato TriStar decolou do atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, para lançar o foguete Pegasus XL com a Link embarcada. A operação ocorre a cerca de 12,2 mil metros de altitude sobre o Pacífico, seguindo para uma trajetória que levará aproximadamente um mês até a proximidade do Swift.

Após a aproximação, a Link utilizará três braços robóticos com garras para agarrar o observatório. O processo envolve cerca de uma semana de voo orbital, a uma velocidade de aproximadamente 27.360 km/h, antes de iniciar o rebocamento.

A manobra deve elevar Swift a cerca de 600 km de altitude, o dobro da altura para a qual caiu durante a etapa inicial de recuperação. A missão principal prevê combustível suficiente para manobras adicionais de proximidade.

Apesar dos riscos, a Nasa mantém otimismo. Shawn Domagal-Goldman, diretor da divisão de astrofísica, disse que é provável a oportunidade de tentar salvar o telescópio. A experiência pode servir como teste de tecnologia de manutenção de satélites com aplicações futuras.

A iniciativa é a primeira missão dessa natureza envolvendo os Estados Unidos. O objetivo é demonstrar capacidades de recuperação e reposicionamento de satélites em órbita, com atenção especial à segurança e à viabilidade de operações semelhantes no espaço.

Observadores destacam que o tema ganha relevância internacional, especialmente à luz de demonstrações anteriores da China sobre cooperação de satélites em proximidade, em 2022 e 2023. Autoridades norte-americanas acompanham o desenvolvimento com cautela.

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