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Novo estudo aponta fator que leva golfinhos a perseguir barcos de pesca

Golfinhos nariz-de-garrafa acompanham até 76% dos barcos de pesca no Adriático, evidenciando escassez de presas e impacto da sobrepesca na região

Falta de presas pode ser fator crucial para golfinhos nariz-de-garrafa perseguirem barcos de pesca
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  • Golfinhos-nariz-de-garrafa no Mar Adriático seguem barcos de pesca de arrasto em até 76% das vezes, segundo estudo coordenado por Giovanni Bearzi.
  • O comportamento, mais comum desde os anos 1990, indica escassez de presas e desgaste do habitat marinho devido à sobrepesca.
  • A pesquisa acompanhou a costa de Marche, Itália, com 859 inspeções em 2025; 76% dos barcos investigados tinham golfinhos por perto.
  • O acompanhamento varia conforme o tipo de barco: 41% dos otter trawlers, 35% de barcos para águas médias e apenas 1,5% de beam trawlers foram seguidos.
  • Os pesquisadores alertam que reduzir ou banir a pesca na região poderia ajudar a recuperar o ecossistema e a biodiversidade marinha, mantendo os golfinhos resilientes.

O estudo aponta que golfinhos-nariz-de-garrafa no Mar Adriático seguem barcos de pesca de arrasto em até 76% das saídas. A pesquisa liga o comportamento à escassez de presas na região, causada pela sobrepesca e pela degradação do habitat marinho. Itália e Península Balcânica estão no foco.

Pesquisadores liderados por Giovanni Bearzi, da Dolphin Biology and Conservation, acompanharam barcos na costa de Veneto entre 2018 e 2024 e na Marche em 2025. Foram 859 inspeções na Marche, com cerca de 1000 animais na população estudada. A metodologia incluiu fotografias para identificação individual.

A análise mostrou variação conforme o tipo de barco. Táneos contidos por redes maiores apresentaram maior acompanhamento, com 41% para otter trawlers, 35% para barcos de águas médias e apenas 1,5% para beam trawlers, sugerindo dificuldade de acesso às redes.

Metodologia e resultados

No litoral italiano, 76% dos barcos de Marche tinham golfinhos por perto, indicando dependência de redes pesqueiras como fonte de alimento durante a atividade. Mesmo nos períodos em que a caça não ocorre, os animais recorrem às áreas de pesca para obter comida.

A pesquisa ressalta que o aumento do acompanhamento de barcos coincidiu com décadas de pressão pesqueira. Em décadas anteriores, por volta de 1990, apenas 10% dos barcos eram acompanhados por golfinhos, agora chega a uma maioria na costa italiana.

Implicações ecológicas

Especialistas destacam que a presença de golfinhos próximos a barcos não é novidade, mas o incremento é um sinal de desequilíbrio. Se a pesca for reduzida ou banida, há chances de recuperação do ecossistema marinho e de hábitos mais naturais entre os cetáceos.

Bearzi afirma que a redução da pesca. Não apenas para proteger os golfinhos, mas para conservar a biodiversidade marinha como um todo. A pesquisa enfatiza a necessidade de políticas que enfrentem a sobrepesca na região.

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