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Pesquisadora alemã referência em tamanduás morre em acidente de avião no MS

Pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff, referência no estudo do tamanduá-bandeira, morre em queda de avião em Campo Grande; pesquisava no Pantanal

A alemã era referência em pesquisas sobre tamanduá-bandeira
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  • Um avião de pequeno porte caiu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na sexta-feira, três de julho, deixando dois mortos.
  • Entre as vítimas está a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff, de quarenta e cinco anos.
  • Mocklinghoff era referência no estudo do tamanduá-bandeira e defendia a espécie como carro-chefe para o ecoturismo no pantanal.
  • Ela atuava no Pantanal desde dois mil e nove, integrando um projeto de biodiversidade e a equipe internacional do Monitoramento Audiovisual da Diversidade do Pantanal.
  • Além da pesquisa, a alemã já escreveu livros e participou de trabalhos com o povo Naso, no Panamá, para documentar espécies ameaçadas.

Um avião de pequeno porte caiu nesta sexta-feira (3/7) em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, deixando dois mortos: a pesquisadora alemã Lydia Theresia Mocklinghoff e o piloto Henrique Martin. O acidente ocorreu durante uma atividade de campo na região, segundo apuração do TopMídiaNews, parceiro do Metrópoles.

Lydia tinha 45 anos e era zoóloga, pesquisadora e jornalista. Reconhecida por trabalhos sobre o tamanduá-bandeira, ela defendia que a espécie era o carro-chefe para o ecoturismo no Pantanal.

Até o momento, a versão oficial aponta que o avião caiu durante a operação de campo. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente, que ocorreu em área rural próximo a Campo Grande, sem ainda apontar causas definitivas.

Carreira e atuação de Lydia Mocklinghoff

A pesquisadora atuava no Pantanal brasileiro desde 2009, integrando um projeto internacional de biodiversidade. Ela participava do Monitoramento Audiovisual da Diversidade do Pantanal, voltado à conservação da fauna local.

Lydia integrou equipes que estudaram espécies ameaçadas e documentaram áreas de preservação. Além de pesquisa, atuou como apresentadora de podcast e como freelancer para rádio e televisão.

A alemã também colaborou com comunidades do Panamá, junto ao povo Naso, em iniciativas para documentar espécies ameaçadas de extinção. O objetivo era evitar impactos de grandes obras na região.

Entre as obras publicadas estão livros como Ich glaub mein Puma pfeift e Die Supernasen, com fotos e ilustrações de autoria própria. A trajetória inclui participação em veículos de divulgação científica.

A apuração segue em andamento para esclarecer as causas do acidente e a identidade de demais envolvidos. Autoridades não divulgaram novos detalhes sobre o estado de saúde de terceiros.

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