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Pesquisadora brasileira acusa espanhol de plagiar o método Taylor Swift

Pesquisadora brasileira acusa docente da Universidad Miguel Hernández de plágio do 'Método Taylor Swift'; universidade espanhola nega e afirma pesquisa independente

A pesquisadora Gláucia Silva, da UFRN, criou o 'Método Taylor Swift' para o ensino de botânica
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  • Pesquisadora Gláucia Silva, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, acusa professor Joaquín Moreno, da Universidade Miguel Hernández, de plágio ao usar videoclipes de Taylor Swift para ensino de botânica, metodologicamente semelhante à criada por ela desde 2020.
  • Gláucia alega ter consolidado o método antes do contato com Moreno, apresentou resultados no 20º Congresso Internacional de Botânica em Madri, julho de 2024, e publicou artigo na Annals of Botany, em agosto de 2025; afirma que Moreno viu a apresentação.
  • A acusação aponta que Moreno apresentou como inovação uma metodologia já criada, com a mesma arquitetura pedagógica e vídeos, sem citar Gláucia; a UMH nega o plágio e diz que houve desenvolvimento independente.
  • A disputa envolve ainda divulgação institucional da UMH, que inicialmente apresentou o método como inovação sua, e troca de mensagens entre as partes sobre atualização de referências bibliográficas.
  • Para custear ação internacional, Gláucia abriu uma campanha de captação de recursos; pretende buscar indenização por danos morais, reconhecimento da autoria e retratação, caso a solução não seja atingida pela via administrativa.

A pesquisadora Gláucia Silva, da UFRN, acusa um professor da UMH, na Espanha, de plagiar sua metodologia para ensino de botânica usando videoclipes de Taylor Swift. Alega que a prática foi criada em 2020 e apresentada publicamente em Madri, 2024, antes de qualquer contato com o docente.

Gláucia afirma que consolidou o método antes do encontro com Joaquín Moreno e que o professor assistiu à sua apresentação no mesmo evento. Ela publicou artigo na Annals of Botany, em 2025, consolidando a metodologia.

A denúncia ganhou contornos após a publicação de um capítulo de livro na Espanha que reproduziu a mesma abordagem, segundo a brasileira. Ela descreve tentativa de retratação e mantém a possibilidade de buscar reparação judicial.

Versões oficiais e desdobramentos

A UMH sustenta que não houve plágio. Relatório do Comitê de Ética e Integridade em Pesquisa afirma que Moreno realizou pesquisa independente com 35 estudantes, dados próprios e sem reproduzir trabalho de Gláucia.

A universidade afirma ainda que houve reconhecimento do trabalho anterior ao publicar o capítulo, citando apenas o Congresso de 2024. A editora Octaedro foi informada e abriu revisão interna sobre a atribuição.

Gláucia afirma ter tentado resolver o caso amistosamente antes de recorrer à Justiça. Ela contratou escritório de propriedade intelectual e lançou campanha de arrecadação para cobrir custos de uma possível ação internacional.

Impactos e próximos passos

A pesquisadora relata ansiedade e desgaste emocional, além de dificuldades acadêmicas. A UMH diz que Gláucia não participou da apuração interna, e que as informações foram analisadas com base na documentação do professor.

A editora Octaedro informou que está avaliando o caso e não antecipará conclusões. A reportagem não encontrou respostas do professor Joaquín Moreno. O texto seguirá com atualizações caso haja novo desdobramento.

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