- O Sistema Único de Saúde (SUS) tem usado telessaúde e inteligência artificial para atender comunidades afastadas, reduzindo a necessidade de viagens para consultar especialistas.
- Com internet de banda larga e redes móveis, consultas por vídeo passaram a ocorrer na unidade de saúde ou na casa do paciente, encurtando distâncias.
- O projeto TeleAMES, iniciado em dois mil e vinte e um pelo Einstein em parceria com o Proadi-SUS, soma mais de quinhentos e cinquenta mil atendimentos em regiões Norte e Centro-Oeste.
- Um estudo publicado na revista JAMA avaliou telereabilitação para pacientes com ventilação mecânica, mostrando queda de sequelas, mortalidade e tempo de internação, com acompanhamento remoto por até oito semanas.
- A Lei 14.510/2022 trouxe segurança jurídica para a telemedicina, ampliando a telessaúde para áreas como telepsicologia, telereabilitação e enfermagem, expandindo o atendimento híbrido.
O SUS tem ampliado o uso de IA e telessaúde para levar atendimento a comunidades afastadas dos grandes centros. A adoção busca reduzir deslocamentos longos e custos com transporte, hospedagem e alimentação.
Com internet banda larga e redes móveis mais estáveis, consultas remotas passaram a aproximar pacientes de especialistas. Muitas vezes, a consulta ocorre na unidade de saúde local ou até na casa do paciente, pelo celular.
Especialistas trabalham em conjunto com médicos que acompanham os pacientes no território. A ideia é combinar técnica médica com conhecimento da realidade social e sanitária da região, reduzindo a necessidade de encaminhamentos.
O projeto TeleAMES, iniciado em 2021 pelo Einstein em parceria com o Proadi-SUS, já realizou mais de 550 mil atendimentos. Atua em áreas remotas das regiões Norte e Centro-Oeste, conectando pacientes a especialistas.
Para ampliar a evidência, estudo publicado na JAMA avaliou telereabilitação para adultos ventilados. Em Porto Alegre e São Paulo, 2 mil pacientes com insuficiência respiratória aguda participaram.
O estudo mostrou melhoria na qualidade de vida, redução de complicações e menor tempo de internação e uso de ventilação. A pesquisa também forneceu smartphones e acesso à internet aos participantes.
Há variação entre UTIs: ganhos dependem de recursos, experiência de equipes e estrutura existente. A análise aponta que a rede pode se beneficiar de modelos híbridos em diferentes graus.
A equipe também analisa o custo do programa, comparando-o com a redução de gastos hospitalares. A expectativa é de alto retorno sobre o investimento pela queda de internações e mortalidade.
“O modelo é escalável, eficiente e adaptável”, afirma Adriano Pereira. A ideia é apoiar decisões guiadas por evidências para ampliar soluções próprias no Brasil.
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