- Reviso de 10 estudos, com 503 participantes, avaliou os efeitos do consumo de abacate em fatores de risco cardiovascular, com duração entre três e 24 semanas.
- As doses variaram de 99 gramas a 330 gramas por dia, em diferentes regimes alimentares, incluindo dietas moderadas em gordura e com restrição energética.
- O consumo de abacate associou-se a maior ingestão de gorduras insaturadas, vitamina E, fibras, potássio e magnésio, além de redução na ingestão de alimentos não saudáveis.
- Não houve diferenças significativas no LDL e nos triglicerídeos entre grupos, mas houve redução significativa do colesterol total em subgrupos hipercolesterolêmicos; o HDL não apresentou variação relevante.
- Os resultados sugerem que o abacate pode ter papel benéfico na saúde cardiovascular quando inserido em uma dieta equilibrada.
O consumo de abacate pode influenciar fatores de risco para doenças cardiovasculares, segundo revisão publicada no Jornal da Academia de Nutrição e Dietética. A pesquisa avaliou o efeito da fruta em 503 participantes, reunidos em 10 estudos.
A revisão incluiu um estudo de coorte prospectivo e nove ensaios clínicos randomizados. Os períodos variaram de 3 a 24 semanas, com doses diárias entre 99 g e 330 g de abacate. Participantes tinham diferentes perfis: mulheres, sobrepeso, hipercolesterolemia e diabetes com hipertrigliceridemia.
Resultados observados
Os dados mostraram maior ingestão de gorduras insaturadas, vitamina E, fibras, potássio e magnésio entre quem consumiu abacate, além de menor ingestão de itens não saudáveis. Não houve diferença relevante em LDL e triglicerídeos entre grupos.
Por outro lado, o estudo indicou queda significativa no colesterol total em subgrupos com hipercolesterolemia. Não houve variação significativa no HDL. A equipe concluiu que o abacate pode contribuir para uma dieta cardiovascularmente equilibrada.
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