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Brasil pode entrar na lista de países com controle da hipertensão

Brasil precisa ampliar rastreamento precoce e adesão ao tratamento para alcançar a meta global de controle da hipertensão, hoje em 38% da população

EXEMPLO - Da consulta ao hortifrúti: Canadá fez aposta ampla para controlar a doença (Artur Widak/NurPhoto/Getty Images)
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  • A OMS quer que mais de cinquenta por cento das pessoas com hipertensão tenham o controle da pressão; apenas quatro países atingiram essa meta até agora: Coreia do Sul (a 62%), Canadá, Costa Rica e Islândia.
  • No Brasil, a taxa de controle é de 38%.
  • Países bem-sucedidos adotaram rastreamento precoce, consultas regulares, redução de sódio e adesão ao tratamento com comprimidos combinados quando necessário.
  • No Canadá e na Coreia do Sul, medidas incluem aferição da pressão a partir dos dezoito anos, controle do sódio em alimentos e uso de polipílulas para facilitar o tratamento.
  • Dados do Ministério da Saúde indicam que há 20.456.106 pessoas com hipertensão cadastradas no SUS, 70% já tiveram pelo menos uma aferição nos últimos seis meses, e a mortalidade caiu de 21 para 8,9 por 100 mil habitantes entre 2023 e 2025.

O Brasil pode avançar para integrar a lista de países que controlam a hipertensão, segundo a OMS. A meta é que mais de 50% dos hipertensos estejam com a pressão arterial sob controle. Hoje, apenas quatro nações alcançaram esse patamar.

A OMS situa mais de 1,4 bilhão de pessoas com hipertensão no mundo e aponta que apenas 23% estão com a pressão controlada. No Brasil, a taxa de controle fica em torno de 38%, segundo especialistas consultados pela reportagem.

Panorama global e resultados recentes

A Coreia do Sul entrou recentemente no grupo de países com controle da pressão acima de 50%. Canadá, Costa Rica e Islândia já estavam nesse grupo. Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, celebrou a entrada sul-coreana.

Canadá como referência histórica

O Canadá é apontado como líder no rastreamento precoce. A aferição da pressão a partir dos 18 anos permitiu mapear o problema, orientar tratamentos e promover mudanças na alimentação. Importante também é a oferta de medicamentos quando necessário.

Estratégias sul-coreanas e ajustes globais

Na Coreia do Sul, houve redução do sódio na alimentação, incluindo kimchi e outros itens tradicionais. Em termos farmacológicos, a adoção de polipílulas facilita a adesão ao tratamento, segundo especialistas.

Desafios e questionamentos para o Brasil

No Brasil, cerca de 30% da população é hipertensa. O país dispõe de medicamentos gratuitos e redução de sódio em muitos alimentos, mas ainda enfrenta diferenças socioeconômicas e geográficas que dificultam o controle nacional.

Dados do SUS e próximos passos

O Ministério da Saúde informou que 20 milhões de pessoas estão cadastradas no SUS com hipertensão, e 70% já tiveram aferição nos últimos seis meses. A mortalidade associada à doença caiu de 21 para 8,9 óbitos por 100 mil habitantes entre 2023 e 2025.

Caminho para o rastreio e o diagnóstico

Uma lição comum aos países bem-sucedidos é iniciar o rastreamento cedo. Medir a pressão regularmente pode evitar complicações graves e reduzir a carga sobre o sistema de saúde, garantindo maior controle da hipertensão no longo prazo.

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