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Dormir mal pode influenciar a fome no dia seguinte, aponta estudo

Dormir mal altera hormônios da fome, reduz o autocontrole e atrasa o relógio biológico, aumentando o desejo por alimentos calóricos no dia seguinte

Dormir mal pode bagunçar sua fome e aumentar a vontade de doce no dia seguinte. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Dormir mal pode bagunçar a regulação da fome, da saciedade e do impulso por alimentos calóricos no dia seguinte.
  • A privação de sono pode desorganizar os hormônios grelina (fome) e leptina (saciedade), aumentando a vontade de beliscar.
  • Áreas do cérebro ligadas ao autocontrole e à tomada de decisão ficam menos eficientes, dificultando resistir a doces e porções.
  • O relógio biológico também fica fora do ritmo, elevando as oportunidades de comer e desequilibrar o metabolismo.
  • Uma revisão publicada em 30 de janeiro de 2026 na Frontiers in Psychiatry, liderada por Marta Ditmer, sustenta que sono insuficiente influencia hormônios, metabolismo e funcionamento cerebral, associando sono ruim a maior vulnerabilidade alimentar.

Dormir mal pode alterar a fome, o impulso por alimentos calóricos e o autocontrole no dia seguinte. A relação vai além do cansaço e envolve mudanças hormonais e neurais que dificultam escolhas alimentares.

Uma noite ruim pode desorganizar o equilíbrio entre fome e saciedade, alterando hormônios e áreas do cérebro responsáveis pela tomada de decisão. Com sono insuficiente, o corpo pode exigir mais energia e beliscar por opções mais palatáveis.

Além disso, o relógio biológico perde sincronismo quando o sono é curto ou interrompido, elevando a probabilidade de comer fora do horário ideal e de acumular sinais metabólicos instáveis ao longo do dia.

Hormônios da fome e saciedade

A grelina, hormônio da fome, tende a aumentar com privação de sono, enquanto a leptina, que sinaliza saciedade, pode diminuir. O resultado é maior desejo por comidas calóricas e menor sensação de satisfação.

A ligação entre sono e apetite não depende apenas da vontade. Hormônios desordenados, aliada a sinais de recompensa, pode intensificar a busca por doces e itens gordurosos.

Conexões cerebrais e autocontrole

O sono ruim afeta o córtex pré-frontal, região ligada a decisões e autocontrole. No dia seguinte, o cérebro pode responder mais fortemente a recompensas rápidas, reduzindo a capacidade de resistir a tentações.

Essa vulnerabilidade ajuda a explicar por queendo dia seguinte surgem impulsos por doces, porções maiores ou escolhas alimentares não planejadas.

Relógio biológico e metabolismo

A cronobiologia mostra que o metabolismo varia com o horário. Sono fragmentado desloca esse equilíbrio, aumentando o tempo acordado para comer e desorganizando sinais de glicose e energia.

Desalinhado, o organismo fica mais preparado para armazenar energia e menos estável na resposta aos sinais de fome e saciedade.

Evidência científica recente

Uma revisão de 30 de janeiro de 2026, na Frontiers in Psychiatry, liderada por Marta Ditmer, associou a privação de sono a alterações em hormônios do apetite, metabolismo e funcionamento cerebral. A relação é biológica, envolvendo múltiplos mecanismos.

O que fazer na prática

Dormir de forma adequada tende a favorecer o controle do apetite e as escolhas alimentares. Não é garantia de resultado único, mas noites bem dormidas reduzem a fome por alimentos calóricos e a impulsividade.

  • Priorize horários regulares de sono e um ambiente adequado.
  • Evite longos períodos sem dormir e interrupções frequentes.
  • Mantenha uma rotina que favoreça a qualidade do sono, especialmente em dias de maior apetite.

No fim, a vontade de doce, pão ou lanche pode ter raízes na qualidade do sono. O apetite do dia seguinte pode começar na noite anterior, principalmente quando o descanso é inadequado. Fontes: estudo publicado na Frontiers in Psychiatry, 2026.

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