- Estudo realizado pela psicóloga educacional Bridget K. Daleiden acompanhou cento e sessenta e três universitários ao longo de dois anos, considerando hábitos de ouvir música durante leitura, escrita, resolução de problemas e estudo para provas.
- Os dados mostraram que a música funciona mais como estímulo emocional: cerca de 67% usavam para manter o foco e 75% para aumentar a motivação, mas o efeito varia com a tarefa e a pessoa.
- Músicas com letras podem atrapalhar atividades de linguagem, pois competem pela atenção; canções conhecidas podem levar ao canto involuntário, e até instrumentais, em alguns casos, desviam o foco.
- Na segunda etapa, com mais cento e três estudantes, aproximadamente metade ouvia música durante a leitura, 68% durante a escrita e cerca de 70% ao resolver matemática; cerca de 30% ouviam música sempre.
- A pesquisadora recomenda abordagem estratégica: para tarefas difíceis, usar músicas instrumentais mais discretas; evitar playlists agitadas com letras; em momentos de desânimo, a música pode ajudar na motivação, ou então transformar a música em recompensa ao fim da sessão, ou recorrer a ruído branco em ambientes barulhentos.
Segundo estudo conduzido pela psicóloga educacional Bridget K. Daleiden, a música durante os estudos não tem efeito universal. A pesquisa avaliou como diferentes tarefas, tipos de canção e características do estudante influenciam o desempenho. Resultado: o impacto varia conforme o contexto.
Ao longo de dois anos, Daleiden entrevistou 163 universitários sobre hábitos de ouvir música enquanto liam textos, escreviam, resolviam problemas e estudavam para provas. Os relatos apontam uso frequente como estímulo emocional.
A pesquisa mostrou que a música funciona, em geral, como motor emocional. Cerca de 67% dos participantes disseram usá-la para melhorar o foco, e 75% para aumentar a motivação. Ainda assim, a eficácia depende da tarefa.
Efeito dependente do contexto
Os voluntários relataram que a escolha da playlist varia conforme a dificuldade da atividade e o nível de atenção exigido. Músicas com letras podem competir pela linguagem durante leitura e escrita, desviando a atenção.
Músicas já conhecidas também podem levar ao desejo de cantar junto, reduzindo a concentração. Em alguns casos, mesmo instrumentais não ajudam, pois a atenção se fixa na melodia em vez do conteúdo estudado.
Em uma segunda etapa, 103 estudantes de graduação foram questionados sobre quando escolhem estudar com música. A metade ouviu música durante a leitura, 68% durante a escrita, 70% em exercícios de matemática e 30% declarou ouvir música sempre.
Orientações práticas sugeridas
Estudantes com melhor concentração costumam usar a música mais durante atividades de leitura. Em conteúdos desafiadores, são recomendadas peças menos chamativas, preferencialmente instrumentais, para não competir com a linguagem.
Durante fases de desânimo, a música pode tornar o estudo mais agradável e manter a motivação. Em tarefas difíceis, pode ser mais eficaz transformar a música em recompensa ao final da sessão.
Para ambientes barulhentos, ruído branco surge como alternativa quando a música disputa a atenção com a tarefa. A pesquisadora recomenda ajustar o uso conforme cada objetivo e evitar a ideia de que música é solução única.
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