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Hobbit indonésio comeria carne de presas de dragões-de-komodo

Estudo aponta que hobbits de Flores aproveitavam restos de Stegodon, especialmente partes carnudas, com marcas atribuídas aos dragões-de-komodo

Crânio do hobbit da espécie Homo floresiensis ao lado de esquema mostrando seu tamanho, de apenas 1 metro, ao lado de ave pernalta, em museu em Paris
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  • Novo estudo, publicado na Science Advances, sugere que Homo floresiensis se alimentava principalmente de restos de presas de dragões-de-komodo e Stegodon, ao invés de caçar ativamente e assar carne.
  • Pesquisadores compararam marcas em ossos de Stegodon com cortes de pedra e ferimentos de dragões-de-komodo criados em cativeiro, usando modelos 3D para distinguir os padrões.
  • Concluíram que cerca de 100 das 254 marcas identificadas nos ossos teriam sido causadas pelos dentes dos lagartos, enquanto o restante estaria relacionado a ferramentas de pedra.
  • As marcas se concentram em partes carnudas, como o fêmur, enquanto as de ferramentas atingem dedos e regiões da cabeça; não há marcas de projéteis.
  • Os autores concluem que os hobbits teriam aproveitado partes menos nobres das presas, talvez após distrações das próprias presas, atuando principalmente como carniceiros.

O estudo revisita a dieta dos hobbits Indonesianos, Homo floresiensis, afirmando que eles possivelmente comiam restos de presas de dragões-de-komodo na ilha de Flores. A pesquisa, publicada na Science Advances, questiona a ideia de que caçavam e assavam carne complexa.

Segundo os pesquisadores, os fósseis de Stegodon exibem marcas consistentes com predadores grandes e ferramentas de pedra. Experimentos com dragões-de-komodo em cativeiro e cortes em carcaças simuladas ajudaram a distinguir danos dentais de lagartos de cortes feitos por instrumentos humanos.

A equipe coordenada por Elizabeth Grace Veatch analisou 254 marcas em ossos de Stegodon, vindos da caverna Liang Bua. Eles associaram cerca de 100 marcas aos dentes dos lagartos, enquanto o restante seria resultado de instrumentos de pedra. Os achados indicam consumo de partes carnudas e menos nobas.

Metodologia e principais descobertas

Modelos 3D gerados a partir das marcas foram usados para separar danos de predadores de danos causados por ferramentas. O método permitiu distinção com confiabilidade acima de 80%. A estratégia de consumo teria priorizado áreas como o fêmur, ricas em carne, ao contrário de partes menos musculosas.

Contexto arqueológico

Os indícios na ilha datam de até 50 mil anos atrás, com a chegada de Homo sapiens depois disso. A nova leitura sugere que os hobbits eram carniceiros que exploravam restos após distrações de presas grandes, sem evidências de projéteis humanos. A pesquisa amplia o debate sobre o comportamento alimentar de H. floresiensis.

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