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Primeiro fóssil de dinossauro da Antártida ficou 40 anos esquecido em gaveta

Primeiro fóssil de dinossauro da Antártida é redescoberto após quase quarenta anos guardado em gaveta de instituição britânica, ampliando a compreensão da fauna polar

A identificação do fóssil perdido foi feita com a ajuda do conhecimento de pesquisadores do Serviço Antártico Britânico e das anotações do geólogo que descobriu o osso há quase 40 anos
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  • O primeiro fóssil de dinossauro encontrado na Antártida é uma vértebra de titanossauro, que ficou quase quarenta anos esquecido na coleção do Serviço Antártico Britânico (BAS) na Inglaterra e foi redescoberto por um funcionário da instituição.
  • O achado remonta a vinte e oito de dezembro de mil novecentos e oitenta e cinco, quando o geólogo Mike Thomson encontrou o osso durante mapeamento da Península Antártica.
  • A análise aponta que os restos são de um titanossauro que viveu há aproximadamente oitenta e dois milhões de anos; há a hipótese de que o dinossauro tenha morrido em uma antiga Antártida quente e densamente florestada e tenha sido levado ao mar, onde fossilizou.
  • O animal aparentemente era jovem, com comprimento estimado entre seis e sete metros; titanossauros eram herbívoros de grande porte, com média de até dezenas de metros em outras espécies.
  • A explicação da BAS é de que, com o recuo do gelo, espera-se que registros fósseis de dinossauros na Antártida se tornem mais comuns, ampliando os estudos sobre dinossauros da região.

Na Antártida, o primeiro fóssil de dinossauro já encontrado passou quase 40 anos escondido em uma gaveta. A vértebra de titanossauro permaneceu sob avaliação na coleção de geologia do Serviço Antártico Britânico (BAS), na Inglaterra. O achado ganhou novo impulso quando Mark Evans resolveu revisar o acervo.

O estudo indica que o osso veio de um titanossauro e tem origem em rocha marinha, com idade estimada em cerca de 82 milhões de anos. A peça foi descoberta por Mike Thomson durante expedição de 1985, na Península Antártica, e enviada ao BAS para análise.

A redescoberta ocorreu quando Evans examinou a gaveta com mais cuidado. Concluiu que se tratava de restos de um réptil pré-histórico de grande porte, contribuindo para o entendimento da presença de dinossauros no continente gelado. A hipótese é de que o animal tenha morrido perto de uma antiga região quente.

O que significa o achado

Os titanossauros eram herbívoros de grande porte. Observações apontam que o exemplar correspondente a este osso poderia ter cerca de 6 a 7 metros de comprimento, sugerindo que era jovem. Titanossauros maiores podem ter alcançado 35 metros de comprimento.

Quem está envolvido

Mark Evans, gerente de coleções do BAS, liderou a revisão do material. Mike Thomson é citado como o geólogo responsável pela descoberta original. Cientistas da BAS e parceiros continuam analisando a peça para confirmar detalhes sobre idade e espécie.

Perspectivas para a pesquisa

Pesquisas na Antártida, diz a BAS, devem ampliar o registro de dinossauros conforme o gelo derrete. O episódio evidencia a importância de acervos museológicos e de revisões periódicas para revelar fósseis esquecidos.

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