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Vacina terapêutica em spray nasal contra tuberculose avança

Vacina terapêutica de DNA administrada por spray nasal para tuberculose acelera a eliminação de bactérias em animais e reduz recaídas, abrindo caminho para TB resistente, ainda sem testes em humanos

Ilustração mostra a bactéria responsável pela tuberculose — Foto: Katerynae Kon/Science Photo Library via Getty Images
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  • Pesquisadores da Johns Hopkins desenvolveram uma vacina terapêutica de DNA, administrada por spray nasal, para tuberculose, em conjunto com tratamento medicamentoso.
  • Em camundongos, a vacina ajudou a eliminar as bactérias mais rapidamente, reduziu a inflamação nos pulmões e preveniu recaída após o fim do tratamento.
  • Em macacos rhesus, a vacina gerou respostas imunes mensuráveis tanto na corrente sanguínea quanto nas vias aéreas, com respostas duradouras de pelo menos seis meses; ainda não há testes em humanos.
  • A vacina combina os genes relMtb e Mip3α e é administrada pelo nariz para concentrar a imunidade na mucosa respiratória, onde ocorre a infecção.
  • Os resultados sugerem potencial para enfrentar bactérias persistentes da TB e melhorar regimes com antibióticos como bedaquilina, pretomanida e linezolida; estudos adicionais são necessários antes de ensaios clínicos.

Pesquisadores da Johns Hopkins Medicine e da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health desenvolveram uma vacina terapêutica de DNA administrada por spray nasal contra a tuberculose. Em testes iniciais com animais, a vacina ajudou a eliminar infecções mais rapidamente e reduziu recaídas após o tratamento.

O estudo, publicado no Journal of Clinical Investigation, aponta que a vacina visa bactérias da TB resistentes a medicamentos, conhecidas como persistentes, que podem sobreviver a tratamentos prolongados e provocar recidivas.

A vacina combina dois genes, relMtb e Mip3α, e é aplicada pelo nariz para atuar na mucosa respiratória. A ideia é reforçar a imunidade local e facilitar a apresentação de antígenos às células T.

Em camundongos, a vacinação concomitante com a terapia de primeira linha acelerou a eliminação de bactérias, reduziu inflamação pulmonar e preveniu recaídas após o tratamento.

Testes em macacos rhesus também mostraram respostas imunológicas significativas tanto no sangue quanto nas vias aéreas, com durabilidade de pelo menos seis meses. Ainda não houve avaliação de infecção real.

Os autores destacam que os resultados em primatas não humanos ajudam a estabelecer uma ponte entre estudos em roedores e etapas pré-clínicas, antes de ensaios em humanos.

A equipe ressalta que a estratégia pode complementar tratamentos existentes, especialmente diante do aumento de TB resistente a medicamentos, com potencial para tratamentos mais eficazes e menos longos.

Analistas e especialistas apontam que a abordagem de imunoterapia busca eliminar bactérias persistentes, não apenas as ativas, o que pode encurtar a duração total do tratamento em cenários clínicos.

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