- A crise climática está influenciando as tendências de verão nos EUA e na Europa, com foco em conforto térmico como chinelos, linho e biquínis, além de ajustes nos desfiles das semanas de moda.
- Pesquisas apontam aumento expressivo de interesse por chinelos: 128% a mais entre maio e junho de 2026 em relação ao mesmo período de 2025; Havaianas e Dune Sandal da The Row aparecem entre os itens virais.
- Há maior uso de tecidos naturais, com o linho registrando alta de 79% nas pesquisas entre maio e junho de 2026, e veículos especializados publicando sobre alternativas ao calor.
- As semanas de moda se adaptaram ao calor extremo: Dior e Rick Owens adiantaram desfiles para a manhã na semana de moda masculina de Paris, com opções ao ar livre em locais sombreados e ar-condicionado em marcas.
- O verão de 2026 no hemisfério norte tem sido marcado por calor intenso, com temperaturas acima de 40 °C na Europa e nos Estados Unidos e impactos como mortes na França e adiamentos de jogos da Copa nos EUA.
O aquecimento global está redesenhando as tendências de verão nos EUA e na Europa. O calor extremo, observado nas últimas semanas, impacta não apenas saúde e infraestrutura, mas também moda, com foco em conforto térmico e tecidos naturais. O movimento já se reflete em desfiles, produções e buscas online.
Entre lunarobras e ajustes de palco, semanas de moda adaptam horários e cenários para enfrentar altas temperaturas. Desfiles em Paris, Milão e Copenhagen priorizam ambientes cobertos, ar-condicionado e desfiles pela manhã para acolher convidados. Tal estratégia segue o ritmo do verão 2026.
A febre dos chinelos ganha força como peça central do guarda-roupa de alta temperatura, impulsionada por interesse crescente de consumidores. Pesquisas do Google e Pinterest indicam elevação significativa de buscas entre maio e junho de 2026, frente ao período anterior.
Modelos virais incluem as Havaianas, já estabelecidas na Europa e EUA, e o Dune Sandal da The Row, destaque no índice Lyst. Também ganham espaço as sandálias de salto baixo, conhecidas como kitten heels, em looks de verão.
O boom dos tecidos naturais
Junto aos chinelos, cresce a demanda por tecidos que ajudam a dissipar calor. Linho e algodão aparecem entre as palavras-chave com alta nas buscas de maio a junho de 2026. Veículos de moda destacam o uso de fibras naturais como alternativa ao calor intenso.
Essa tendência decorre da capacidade dos tecidos naturais de transportar a umidade, reduzindo sensação de calor em comparação aos sintéticos, que retêm mais calor próximo à pele. Publicações especializadas reforçam esse movimento.
As semanas de moda diante do calor extremo
Grandes casas adotaram medidas para enfrentar temperaturas altas. A Dior e a Rick Owens adiantaram desfiles para a manhã na Semana de Moda Masculina de Paris, entre 23 e 28 de junho. Locais ao ar livre ganharam sombras, enquanto marcas fechadas investem em ar-condicionado.
A grife Louis Gabriel Nouchi foi um exemplo de adaptação interna aos eventos, buscando conforto para convidados e equipe. O comunicado logístico do desfile de Dries van Noten avisou início pontual às 19h30 e recomendou chegada antecipada para evitar atraso.
O calor extremo no hemisfério Norte
O verão de 2026 apresenta temperaturas acima de 40 ºC na Europa e nos EUA. Na França, mais de mil mortes foram atribuídas à onda de calor. Nos EUA, jogos da Copa do Mundo chegaram a ser adiados por condições climáticas extremas, refletindo o choque com o calor.
Essas mudanças evidenciam a relação entre aquecimento global e escolhas de moda, com impactos visíveis em compras, produção de desfiles e organização de eventos das grandes maisons. As informações são baseadas em reportagens da Metropoles.
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