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Hobbits da Indonésia teriam sobrevivido com carne deixada por dragões-de-komodo

Estudo indica que Homo floresiensis pode ter sobrevivido com restos de Stegodon deixados por dragões-de-komodo, sem evidência de caça

Estudo aponta que dragões-de-komodo comiam primeiro os membros mais musculosos das presas
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  • Estudo publicado na Science Advances aponta que os Homo floresiensis na ilha de Flores possivelmente se alimentavam de restos deixados por dragões-de-komodo, em vez de caçar por conta própria.
  • Fósseis na caverna de Liang Bua foram reanalisados; marcas em ossos de Stegodon foram comparadas com danos provocados por dragões-de-komodo em experimento com bode e ferramentas de pedra.
  • As análises tridimensionais mostraram que as marcas recebidas são, em sua maioria, compatíveis com ataques dos lagartos, e os cortes com ferramentas ficavam em regiões com menos carne.
  • Não houve evidência clara de caça nem de carne assada; a hipótese é de que os Homo floresiensis aproveitavam as partes sobrando das presas deixadas pelos dragões-de-komodo.
  • Os Homo floresiensis viveram até cerca de 50 mil anos atrás na ilha de Flores, tinham cerca de um metro de altura e desapareceram após a chegada dos primeiros Homo sapiens.

Os hobbits da Indonésia, Homo floresiensis, podem ter sobrevivido com restos deixados por dragões-de-komodo, conforme estudo publicado na Science Advances. A parceria entre pesquisadores dos EUA e da Alemanha reavalia fósseis em Liang Bua, Flores, onde a espécie foi descoberta em 2004.

Os cientistas examinaram marcas em ossos de Stegodon, parente antigo dos elefantes. Em seguida, compararam as evidências com marcas de um dragão-de-komodo em cativeiro, usando carcaças de bode e ferramentas de pedra pré-históricas. As análises foram digitais.

Mais da metade das marcas de predadores estudadas indicam atuação dos dragões-de-komodo. Cortes com ferramentas apareceram nas partes menos carnudas; os humanos primitivos costumavam consumir zonas musculosas primeiro, conforme o estudo.

Indícios de alimentação e impacto ambiental

A equipe não encontrou sinais de caça ativo, como lanças ou projéteis, nem marcas de fogo nos ossos. A hipótese é que os Homo floresiensis aproveitavam restos deixados pelos lagartos, mantendo-se na ilha dominada por esses reptiles.

Com cerca de 1 metro de altura e cérebro pequeno, os Homo floresiensis viveram em Flores até cerca de 50 mil anos atrás. Desapareceram pouco após a chegada dos Homo sapiens à região, segundo as interpretações históricas.

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