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Reitor da UFPA defende transformar ciência em produtos e empregos

Reitor da UFPA afirma que ciência precisa virar produtos e empregos, ampliando inovação e parcerias para estimular desenvolvimento regional

Gilmar Pereira da Silva, reitor da UFPA, diz que a ciência precisa fazer parte do desenvolvimento do país
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  • O reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, afirma que a ciência deve se transformar em produtos, empresas, empregos e desenvolvimento, conectando pesquisa ao setor produtivo.
  • A universidade busca internacionalização e inovação, ampliando a estrutura de gestão para apoiar parcerias com o setor produtivo e aumentar fontes de financiamento.
  • A COP‑30, realizada em Belém, impulsionou a presença da UFPA no cenário internacional e ampliou a participação de pessoas não estudantes no campus.
  • A UFPA criou a Superintendência de Inovação, incubadora de empresas e parque tecnológico, com foco em transformar pesquisas em aplicações práticas, incluindo o curso de Petróleo voltado à Mitigação na Margem Equatorial.
  • Sobre inclusão e permanência, o reitor destaca que metade dos alunos vem da rede pública, que a taxa de aprovação de cotistas é maior que a de não cotistas e que é necessário ampliar o restaurante universitário para todos os campi.

A fala é do reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva. Em entrevista ao Poder360, ele afirma que a ciência precisa virar produtos, empregos e inovação para impulsionar o desenvolvimento do país. O tema ganhou destaque após a COP30 em Belém.

Segundo o reitor, o Brasil já tem base científica sólida, mas ainda transforma pouco conhecimento em soluções práticas para a sociedade. Ele pontua que a conexão entre pesquisa, setor produtivo e ciência aplicada é essencial para avançar.

Gilmar destaca que, desde a gestão iniciada em 2024, a UFPA reforçou a internacionalização e a inovação. A universidade ampliou estruturas e começou a captar mais recursos para projetos de cooperação e pesquisa aplicada.

Internacionalização e parcerias

A reitoria criou a Pró-Reitoria de Relações Internacionais para conectar a Amazônia ao mundo. Um edital Capes Global garantiu 60 milhões de reais em cinco anos, elevando o orçamento anual para internacionalização de 1 milhão para 12 milhões.

Também foi criada uma Superintendência de Inovação, com incubadora de empresas e parque tecnológico. A parceria com o governo do estado viabilizou laboratórios para pesquisas em proteínas e petróleo na Margem Equatorial.

Inovação, educação e inclusão

A universidade atua para escalar o conhecimento em produtos e serviços. O Pará, maior produtor de cacau, recebeu uma incubadora voltada à cadeia produtiva, enquanto a UFPA lidera pesquisas sobre a Amazônia. O objetivo é transformar teoria em impacto econômico.

A relação com o setor produtivo inclui diálogos com a Federação das Indústrias e a Petrobras. A ideia é que a UFPA funcione como indutora de conhecimento aplicado, conectando empresas a laboratórios.

Inteligência Artificial e formação

A UFPA lançou o primeiro curso de Inteligência Artificial na Amazônia, com a primeira turma já formada. A ferramenta é vista como parte de uma transformação na produção de conhecimento, exigindo também debates éticos e pedagógicos.

Sobre cotas, Gilmar lembra que metade das vagas é destinada a alunos da rede pública. Ele destaca que a taxa de sucesso de cotistas tem sido superior à de não cotistas, ressaltando a necessidade de ampliar a permanência estudantil.

Permanência estudantil e futuro

O reitor aponta a importância de melhorar a alimentação, transporte e apoio financeiro para reduzir dificuldades que afetam a permanência de estudantes, especialmente daqueles em campi fora de Belém. A UFPA pretende fortalecer o restaurante universitário.

Em síntese, a UFPA busca transformar produção científica em inovação sustentável, ampliar cooperação internacional e fortalecer a permanência estudantil, mantendo a neutralidade e o foco em dados verificáveis.

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