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Bee-Nav: nova estratégia de navegação robótica é apresentada

Bee-Nav usa rede neural de 42 kilobytes para navegação autônoma de drones leves, permitindo retorno à base em ambientes internos; ventos fortes prejudicam desempenho

Drones Bee-Nav, em estufas, ajudam a monitorar a plantação, aumentam a produtividade agrícola e evitam desperdícios - (crédito: Studio Oostrum)
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  • Bee-Nav é uma estratégia de navegação robótica inspirada em abelhas, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Tecnologia de Delft e por biólogos da Wageningen e da Oldenburg.
  • O sistema usa uma rede neural de apenas 42 kilobytes para que robôs muito leves viajarem longas distâncias e retornarem à base, após curto aprendizado próximo ao ponto inicial.
  • Em testes no laboratório Unmanned Valley, o equipamento percorreu mais de 600 metros e voltou ao ponto de partida; resultados estáveis em espaços internos, com queda de 70% na taxa de sucesso em ventos fortes ao ar livre.
  • A tecnologia permite drones menores, mais baratos e com menor consumo de energia, ao exigir pouca memória para navegação autônoma.
  • Desafios incluem ambientes labirínticos, vento que dificulta a orientação visual e a dependência da odometria, o que limita a navegação sem bússola em grandes áreas.

O grupo de pesquisa liderado por Delft apresentou a Bee-Nav, uma estratégia de navegação robótica inspirada em abelhas. O objetivo é permitir que drones e robôs leves operem de forma autônoma, mesmo longe da base, com memória neural muito pequena.

A equipe é formada por roboticistas da Universidade de Tecnologia de Delft e biólogos da Universidade de Wageningen e da Universidade de Oldenburg. O sistema usa uma rede neural de apenas 42 kilobytes para estimar direção e distância de retorno a partir de imagens capturadas durante o voo.

A Bee-Nav foi testada em ambientes internos e externos. Em laboratórios da Holanda, o experimento alcançou voos superiores a 600 metros, com retorno ao ponto de parto usando a pequena rede neural. Em ventos fortes, a taxa de sucesso caiu para 70%.

Como funciona a navegação

O método combina odometria, que contabiliza distância e direção percorridas, com memória visual de cenas importantes. A rede aprende a mapear imagens diretamente na direção de movimento, facilitando trajetórias longas com um cérebro mínimo.

Especialistas discutem que a abordagem pode reduzir custos e consumo de energia. Com menos memória, drones menores, mais baratos e mais eficientes podem surgir, ampliando aplicações como monitoramento de estufas e patrulhas de campo.

Desafios e limitações

Os pesquisadores destacam limites: ambientes muito labirínticos dificultam o retorno direto à base, sendo necessária uma rota alternativa. Locais abertos também apresentam maior desafio para o aprendizado visual sem referências próximas.

A influência do vento surgiu como principal obstáculo em trajetos mais longos, complicando a leitura de imagens. O estudo aponta que, mesmo com avanços, ainda há barreiras para uso pleno em cenários reais com variáveis dinâmicas.

Perspectivas futuras

Os autores destacam a importância da Bee-Nav como prova de conceito para navegação autônoma com baixo consumo de memória. Investimentos adicionais em pesquisa devem viabilizar aplicações práticas em ambientes do mundo real.

O pesquisador Guido de Croon ressalta que a abordagem pode ser adaptada a diferentes ambientes sem depender de mapas detalhados. A equipe faz futuro planejamento de aperfeiçoamento para condições mais desafiadoras.

Impactos e aplicações

Entre as possibilidades previstas estão drones com formato similar a borboleta para monitoramento de estufas e outras estruturas de tamanho reduzido. O desenvolvimento visa tornar a navegação autônoma mais acessível e eficiente.

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