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Emissões de gases por incêndios atingem menor nível em 24 anos, Copernicus

Copernicus registra menor emissão global de gases por incêndios no 1º semestre de 2026 desde 2003; quedas na África e na Ásia e alerta sobre possível aumento com El Niño

Incêndio na Chapada dos Veadeiros
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  • O Copernicus informou que o primeiro semestre de 2026 teve o menor nível global de emissões de gases do efeito estufa decorrentes de incêndios desde 2003, com menos de 400 megatoneladas de carbono.
  • A queda é puxada pela redução de incêndios sazonais na África tropical, que contabilizou cerca de 154 megatoneladas neste período, ante 213 em 2025; na Ásia, as emissões passaram de 164 para 113 megatoneladas.
  • A atividade mais intensa de incêndios no semestre ocorreu no estado de Victoria, sudeste da Austrália, no começo de janeiro, com temperaturas recordes.
  • Na América do Sul, as emissões caíram de 40,9 para 38,8 megatoneladas; houve incêndios significativos em Biobío, no Chile, e em Chubut, na Patagônia argentina.
  • Mesmo com o recorde, o especialista Mark Parrington alerta que incêndios podem aumentar com o El Niño; o sistema utiliza satélites e mecanismos de previsão, integrando dados do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF).

O observatório europeu Copernicus informou que o primeiro semestre de 2026 registrou o menor nível global de emissões de gases do efeito estufa decorrentes de incêndios desde o início da série histórica, em 2003. Entre 1º de janeiro e 30 de junho, foram menos de 400 megatoneladas de carbono, mantendo uma tendência de queda.

Dados do GFAS apontam para a redução de incêndios sazonais na África tropical como principal fator. No período, o continente somou cerca de 154 megatoneladas, ante 213 em igual intervalo de 2025. Na Ásia, as emissões caíram de 164 para 113 megatoneladas.

Para o semestre, a atividade mais intensa ocorreu no estado de Victoria, no sudeste da Austrália, no início de janeiro, acompanhado de temperaturas recordes. A América do Sul também reduziu suas emissões, de 40,9 para 38,8 megatoneladas, com foco em Biobío (Chile) e Chubut (Argentina).

El Niño

Segundo Mark Parrington, cientista sênior do Copernicus, o recorde não impede o alerta: incêndios em Eurásia e na América do Norte recentemente reacenderam preocupações, e o fenômeno El Niño pode agravar a situação. Em anos anteriores, como 2015 e 2019, o El Niño elevou queimadas e piorou a qualidade do ar em várias regiões.

O Copernicus utiliza dados de satélite para estimar a potência de incêndios florestais, mensurar as emissões de carbono e de outros poluentes. As projeções consideram a integração com informações do ECMWF para previsão das condições futuras.

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