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Ruas com imóveis mais caros de SP em 2024 ganham mapa interativo

Jardins, Morumbi e Itaim Bibi concentram imóveis mais caros; Jardim Anália Franco se consolida como polo de alta renda na zona leste

Jardins lideram ranking de ruas com preços médios de imóveis mais altos na cidade de São Paulo
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  • Mapa interativo, com dados da loft, mostra ruas de São Paulo com imóveis mais caros, com base em transações do ITBI nos últimos doze meses até abril.
  • São Paulo registrou cerca de cinquenta e quatro mil transações em mais de duas mil ruas, com os bairros Jardins, Morumbi, Itaim Bibi, Moema e Vila Nova Conceição entre os mais valorizados.
  • A rua Seridó, no Jardim Europa, aparece como a mais cara, com média de transações de R$ 19,8 milhões; seguiram-se Frederic Chopin (R$ 18,3 milhões) e Jorge Coelho (R$ 13 milhões).
  • O levantamento considera apenas apartamentos, com valor mínimo de R$ 150 mil e pelo menos quatro transações por rua.
  • Além dos bairros tradicionais, Jardim Anália Franco, na zona leste, vem ganhando destaque, com médias de preço altas em ruas como Prof. João de Oliveira Torres (cerca de R$ 6,8 milhões) e Afonso Braz (cerca de R$ 6,9 milhões).

O Estadão, com base em dados da Loft, compilou um mapa interativo para mostrar onde ficam as ruas com os imóveis mais caros de São Paulo em 2024. O levantamento utiliza o ITBI de 12 meses encerrados em abril e analisa mais de 2 mil ruas, com 54 mil transações na cidade. O objetivo é evidenciar como infraestrutura e serviços influenciam os preços.

Os Jardins, Morumbi, Itaim Bibi, Moema e Vila Nova Conceição aparecem como os bairros com ruas de maior valor médio. Em termos de valor, a Seridó, no Jardim Europa, lidera com quase 19,8 milhões de reais por transação. Em seguida aparecem a Frederic Chopin, com 18,3 milhões, e a Jorge Coelho, de 13 milhões. A Av. Magalhães de Castro também reúne imóveis de alto padrão, sobretudo no complexo Cidade Jardim.

O estudo considera apenas apartamentos, com valor mínimo de 150 mil reais e ao menos quatro transações por rua. O preço médio das transações na cidade foi de 739,7 mil reais, e o tamanho médio dos imóveis ficou em 140 m². A Loft explica que áreas comuns podem impactar a área CPR no papel de alguns apartamentos.

Segundo o diretor-executivo comercial do Grupo Lopes, a configuração de infraestrutura orienta o interesse dos compradores. Proximidade a transporte, escolas e comércios tende a sustentar valores elevados, especialmente em bairros já consolidados. Investidores costumam mirar áreas em desenvolvimento como alternativa a novas aquisições.

Outro reforço recebido dos especialistas aponta que fatores como metrô, parques e shoppings são determinantes para a valorização. A partir dessa lógica, áreas com melhor conectividade costumam manter preços superiores, tanto para apartamentos quanto para casas, quando presentes na mesma região.

Na visão de especialistas da FGV, a concentração de renda permanece em poucos bairros, porém a escassez de terrenos pode levar novos empreendimentos a emergirem em áreas antes menos valorizadas. O Jardim Anália Franco aparece como polo de renda da zona leste, com média na 20ª posição entre as ruas mais caras.

A rua Prof. João de Oliveira Torres, no Jardim Anália Franco, registrou a 20ª média de preço entre as últimas transações, em torno de 6,8 milhões de reais. A Avenida Afonso Braz, em Moema, fica closely com 6,9 milhões. A percepção é de que o perfil de morador da região rápido pode avançar com investimentos no entorno, como padarias, escolas e restaurantes.

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