O mercado de veículos elétricos na China enfrenta um cenário desafiador, com previsões de desaceleração nas vendas a partir de 2025. Após um crescimento de 42% em 2023, com quase 11 milhões de unidades vendidas, analistas da HSBC projetam um aumento de apenas 20% nas vendas de veículos de nova energia (NEV) para este ano. […]
O mercado de veículos elétricos na China enfrenta um cenário desafiador, com previsões de desaceleração nas vendas a partir de 2025. Após um crescimento de 42% em 2023, com quase 11 milhões de unidades vendidas, analistas da HSBC projetam um aumento de apenas 20% nas vendas de veículos de nova energia (NEV) para este ano. A BYD, líder do setor, viu suas vendas crescerem mais de 40%, mas a expectativa é que esse crescimento caia para 14% em 2024. A pressão sobre as margens de lucro tem sido intensa, com apenas BYD, Tesla e Li Auto reportando lucros em 2023, o que, segundo a analista Yuqian Ding, é um sinal de que a situação atual é insustentável.
No Brasil, as montadoras locais estão preocupadas com o aumento das importações de veículos, especialmente os elétricos chineses, que cresceram 33% em 2024, totalizando 466,5 mil unidades. O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, defende a necessidade de medidas de proteção à indústria nacional, semelhante às ações adotadas por países como os Estados Unidos e na União Europeia. A alíquota do imposto de importação para veículos elétricos foi reduzida, mas está prevista para aumentar gradualmente até 35% em 2026, o que pode impactar a competitividade das montadoras locais.
Em dezembro de 2024, a produção de veículos no Brasil alcançou 190,1 mil unidades, uma queda de 19,5% em relação a novembro, mas um aumento de 10,8% em comparação ao mesmo mês de 2023. No acumulado do ano, a produção totalizou 2,55 milhões de veículos, enquanto os licenciamentos somaram 2,63 milhões, um crescimento de 14,1%. O Brasil recuperou a oitava posição entre os maiores produtores de veículos do mundo, superando a Espanha, mas ainda está longe dos níveis pré-pandemia.
A Anfavea projeta um crescimento de 7,8% na produção para 2,75 milhões de veículos em 2025, embora a recuperação total ainda dependa de fatores como a taxa de juros e a valorização do dólar. Leite enfatiza a urgência de restabelecer tarifas de importação mais altas para proteger a indústria local, citando o aumento das importações de veículos como uma ameaça à competitividade das montadoras brasileiras.
Entre na conversa da comunidade