A Nvidia, gigante americana de tecnologia, está investindo no desenvolvimento de energias renováveis no Brasil, focando na operação de parques eólicos offshore. Recentemente, a atividade ganhou um marco legal, atraindo o interesse de diversas empresas, incluindo a Petrobras. Em colaboração com a startup brasileira Pix Force e a empresa de tecnologia Tidewise, a Nvidia está […]
A Nvidia, gigante americana de tecnologia, está investindo no desenvolvimento de energias renováveis no Brasil, focando na operação de parques eólicos offshore. Recentemente, a atividade ganhou um marco legal, atraindo o interesse de diversas empresas, incluindo a Petrobras. Em colaboração com a startup brasileira Pix Force e a empresa de tecnologia Tidewise, a Nvidia está criando uma plataforma digital que integra gêmeos digitais e inteligência artificial (IA) para otimizar a operação e a manutenção desses parques.
Márcio Aguiar, diretor da divisão de Empresas da Nvidia para a América Latina, destaca que a tecnologia visa melhorar a segurança e a eficiência das operações em ambientes complexos. O projeto utiliza uma embarcação autônoma equipada com sensores e drones para coletar dados essenciais, que são transformados em simulações detalhadas e modelos 3D em tempo real. Isso possibilita um monitoramento contínuo e a automação de processos de manutenção preditiva.
Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que regulamenta a instalação de equipamentos para energia eólica em alto-mar, permitindo o uso de bens da União para geração de energia elétrica. As empresas interessadas em operar parques eólicos offshore precisarão obter autorização ou concessão, com a obrigação de fornecer relatórios à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
O projeto da Nvidia começará com a coleta de dados na fase de pré-instalação e, posteriormente, oferecerá suporte às atividades de operação e manutenção. Aguiar menciona que parte da solução será testada em um parque eólico terrestre antes de ser expandida para outros projetos. Daniel Moura, CEO da Pix Force, ressalta que o Brasil está atrasado em relação ao mundo na implementação de parques eólicos offshore, enquanto Rafael Coelho, CEO da Tidewise, enfatiza a importância de acelerar a transição para uma indústria marítima sustentável.
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