A madeira se consolidou como um material essencial nos projetos imobiliários brasileiros, presente em fachadas, acabamentos e estruturas. Com quase 60% do território nacional coberto por florestas, o Brasil possui um potencial significativo para expandir seu uso. No entanto, desafios como a capacitação da mão de obra e a adaptação às legislações vigentes ainda dificultam […]
A madeira se consolidou como um material essencial nos projetos imobiliários brasileiros, presente em fachadas, acabamentos e estruturas. Com quase 60% do território nacional coberto por florestas, o Brasil possui um potencial significativo para expandir seu uso. No entanto, desafios como a capacitação da mão de obra e a adaptação às legislações vigentes ainda dificultam sua adoção. Além disso, persiste um preconceito que associa a madeira a altos custos de produção.
Erich Kazuo Shigue, doutorando em arquitetura na USP, destaca que novas tecnologias e a sustentabilidade têm impulsionado o uso da madeira na construção civil. Sua pesquisa aponta que a capacidade de absorção de gás carbônico e a valorização de elementos naturais são fatores que favorecem essa tendência. A cultura sustentável, com foco em madeira de reflorestamento e certificada, também atrai a atenção do mercado imobiliário, influenciando decisões de compra.
O uso da madeira traz vantagens, como a redução de materiais industrializados e a possibilidade de um ambiente mais agradável em comparação com construções tradicionais. O arquiteto Fernando Forte, do escritório FGMF, afirma que a madeira não é apenas uma moda passageira, mas uma prática que deve crescer no Brasil, associando sustentabilidade, design e rapidez na construção. Contudo, limitações como a altura das edificações e a necessidade de proteção contra intempéries ainda são desafios a serem superados.
Embora a madeira laminada colada, proveniente de reflorestamento, esteja em alta, o preço elevado ainda é uma barreira para muitos. Apesar disso, com o avanço das tecnologias e o aumento da concorrência no setor, espera-se que os custos diminuam, permitindo que mais projetos incorporarem esse material que reflete a identidade brasileira e promove um ambiente mais sustentável.
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