A ministra do Comércio Internacional do Canadá, Mary Ng, afirmou que o país está preparado para retaliar caso o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, implemente tarifas sobre produtos canadenses. Em entrevista à CNBC, Ng destacou que “tudo está sobre a mesa”, incluindo a possibilidade de um imposto sobre exportações de petróleo e gás […]
A ministra do Comércio Internacional do Canadá, Mary Ng, afirmou que o país está preparado para retaliar caso o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, implemente tarifas sobre produtos canadenses. Em entrevista à CNBC, Ng destacou que “tudo está sobre a mesa”, incluindo a possibilidade de um imposto sobre exportações de petróleo e gás canadenses para os EUA. Ela ressaltou que tarifas elevadas podem encarecer produtos para os americanos, como a eletricidade canadense que abastece Nova York.
Trump ameaçou impor uma tarifa de 25% sobre todas as exportações canadenses ao assumir o cargo. Essa medida se assemelha a ameaças anteriores direcionadas ao México e também à possibilidade de aumentar tarifas sobre importações chinesas em 10%. Em 2022, o Canadá foi o maior comprador de produtos americanos e o terceiro maior exportador para os EUA, o que torna a relação comercial entre os países extremamente significativa.
Ng e sua equipe estão elaborando uma lista de produtos americanos que poderiam sofrer tarifas adicionais caso as tensões comerciais aumentem. Ela mencionou que produtos canadenses, como doces, podem ter seus preços elevados devido a tarifas, impactando diretamente os consumidores. Além disso, o governo canadense está buscando diversificar suas parcerias comerciais globalmente, mantendo diálogos com países como Japão e União Europeia.
A situação atual ocorre em meio a uma mudança de liderança no Canadá, com a recente renúncia do primeiro-ministro Justin Trudeau e da ex-vice-primeira-ministra Chrystia Freeland, que deixou o cargo devido a divergências sobre a política comercial com os EUA. Ng expressou a intenção de encontrar “mais terreno comum” antes de qualquer escalada nas tensões, enfatizando a importância de uma colaboração mais forte entre os dois países para fortalecer a economia da América do Norte.
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