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Guerra comercial entre EUA e China deve se intensificar, afirma analista Fernanda Magnotta

- A analista Fernanda Magnotta prevê intensificação das tensões econômicas entre EUA e China. - Políticas protecionistas de Donald Trump devem continuar sob o governo Biden. - A guerra comercial pode evoluir para conflitos cambiais e tecnológicos. - Setores agrícola e energético do Brasil estão em alerta para possíveis tarifas. - Brasil pode se beneficiar ao manter uma posição neutra na disputa hegemônica.

A analista de Internacional Fernanda Magnotta afirmou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China deve persistir, mesmo após o recente diálogo entre o presidente eleito Joe Biden e o líder chinês Xi Jinping. Em sua análise no programa CNN 360º, Magnotta destacou que as tensões econômicas podem se intensificar nos próximos anos, caracterizando […]

A analista de Internacional Fernanda Magnotta afirmou que a guerra comercial entre Estados Unidos e China deve persistir, mesmo após o recente diálogo entre o presidente eleito Joe Biden e o líder chinês Xi Jinping. Em sua análise no programa CNN 360º, Magnotta destacou que as tensões econômicas podem se intensificar nos próximos anos, caracterizando a relação entre as duas potências como uma mistura de ambiguidade e interdependência. Ela explicou que, embora se reconheçam como adversários, ambos os países têm uma relação de interdependência inevitável.

Magnotta também ressaltou que a política comercial de Donald Trump, que mira a China devido ao déficit comercial dos EUA, deve continuar sob o governo Biden. Segundo a analista, as medidas protecionistas têm amplo apoio no Congresso e na opinião pública americana, o que indica sua continuidade. Ela alertou que a guerra comercial pode se expandir para outras áreas, como uma possível guerra cambial ou tecnológica, citando a disputa por minerais críticos, terras raras e semicondutores como pontos sensíveis.

Sobre os impactos dessa tensão para o Brasil e a América Latina, Magnotta destacou que os setores agrícola e energético estão atentos às possíveis taxações e tarifas. Ela lembrou que, durante o governo Trump, tarifas sobre o aço afetaram negativamente a indústria brasileira. No entanto, a analista também apontou oportunidades de colaboração, especialmente na área de biocombustíveis.

Por fim, Magnotta citou uma expressão de um acadêmico brasileiro, afirmando que “o Brasil deve e provavelmente continuará sendo aquele que está sentado em cima do muro”. Essa posição, segundo ela, é a mais confortável na disputa hegemônica, permitindo ao país obter vantagens.

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