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Juros futuros sobem com ajustes antes da posse de Donald Trump

- As taxas do DI fecharam em alta na sexta-feira (17), com a taxa para julho de 2025 em 14,035%. - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressou preocupação com a dívida pública. - Expectativa de aumento de 100 pontos-base na Selic é de 88% entre investidores. - A posse de Donald Trump gera incertezas que impactam o mercado financeiro. - A curva de juros reflete ajustes esperados devido a possíveis medidas inflacionárias nos EUA.

As taxas dos DIs encerraram a sexta-feira, 17 de janeiro de 2024, em alta, marcando o segundo dia consecutivo de ajustes após recuos no início do ano. A taxa do DI para julho de 2025 subiu para 14,035%, em comparação ao ajuste anterior de 14,012%. Para janeiro de 2026, a taxa foi de 14,97%, com […]

As taxas dos DIs encerraram a sexta-feira, 17 de janeiro de 2024, em alta, marcando o segundo dia consecutivo de ajustes após recuos no início do ano. A taxa do DI para julho de 2025 subiu para 14,035%, em comparação ao ajuste anterior de 14,012%. Para janeiro de 2026, a taxa foi de 14,97%, com um aumento de 6 pontos-base em relação a 14,906%. Entre os contratos mais longos, a taxa para janeiro de 2031 subiu para 15,15%, enquanto a de janeiro de 2033 foi para 15,07%.

Investidores realizaram lucros na renda fixa e ajustaram suas posições, refletindo uma correção nas taxas após os recuos anteriores. Vitor Oliveira, sócio da One Investimentos, comentou que a alta das taxas representa uma correção e que as taxas estão se ajustando ao que seria o risco fiscal brasileiro. A expectativa em relação à posse do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na segunda-feira, 20 de janeiro, também influenciou o mercado, com o dólar apresentando volatilidade reduzida.

A expectativa em torno das medidas que Trump adotará pode impactar os rendimentos dos Treasuries, que estavam próximos da estabilidade. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconheceu preocupações com a dívida pública, mas afirmou que o governo continuará a trabalhar no ajuste fiscal. Ele não vê atualmente um cenário de dominância fiscal, que comprometeria a eficácia da política monetária no controle da inflação.

Perto do fechamento do mercado, a curva de juros indicava 88% de probabilidade de um aumento de 100 pontos-base na taxa Selic no fim do mês, enquanto 12% apostavam em um aumento de 125 pontos-base. A Selic está atualmente em 12,25% ao ano. O rendimento do Treasury de dez anos, referência global, subiu 1 ponto-base, alcançando 4,611%.

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