Miguel Pinto Guimarães, arquiteto renomado do Rio de Janeiro, provocou ao afirmar que “não tem mercado imobiliário de alto padrão no Rio”. Essa declaração reflete uma estratégia de negócios, já que ele, junto aos sócios Sergio Conde Caldas e João Sousa Machado, fundou a Opy, uma startup de soluções urbanas. Lançada antes da pandemia, a […]
Miguel Pinto Guimarães, arquiteto renomado do Rio de Janeiro, provocou ao afirmar que “não tem mercado imobiliário de alto padrão no Rio”. Essa declaração reflete uma estratégia de negócios, já que ele, junto aos sócios Sergio Conde Caldas e João Sousa Machado, fundou a Opy, uma startup de soluções urbanas. Lançada antes da pandemia, a Opy busca transformar o mercado de projetos residenciais de luxo, colocando a arquitetura como foco central.
A Opy se destaca por integrar todas as etapas do processo de construção, desde a venda do projeto até a supervisão da obra. Com uma equipe de 12 pessoas, a startup utiliza a infraestrutura dos escritórios dos sócios para otimizar custos. “No mercado de altíssimo padrão, construir uma casa leva anos, e o comprador nunca sabe quanto vai custar”, explica Conde Caldas, ressaltando que a Opy oferece um pacote completo, reduzindo o tempo e mantendo os custos sob controle.
Desde 2019, a Opy já desenvolveu 12 projetos, com um Valor Geral de Vendas (VGV) aproximado de R$ 400 milhões, excluindo o projeto Vila Carnaúba, que é um caso à parte. “Seria o mesmo que dois prédios na Zona Sul, mas é tudo casa exclusiva”, afirma Machado. A startup planeja se posicionar como uma marca de prestígio para incorporadoras, com a nova linha “by Opy”, e já tem projetos definidos para 2025, incluindo casas no Jardim Pernambuco, no Leblon, e um complexo em São Paulo.
Entretanto, a Opy enfrenta desafios, como a resistência de moradores, conhecida como NIMBY (não no meu quintal). O projeto do Jardim de Alah, por exemplo, encontrou forte oposição de uma nova associação de moradores. Guimarães se envolve ativamente nas discussões, buscando convencer os opositores. “Vou um a um para ‘vender’ o projeto do Jardim de Alah”, afirma, destacando a intenção de continuar a dialogar com a comunidade e o poder público sobre as propostas da Opy.
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