O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não compraria dólares por um preço superior a R$ 5,70, citando os fundamentos da economia brasileira. Ele reconheceu a queda inesperada da moeda americana em 2023, que chegou a R$ 4,70, e destacou que não faz recomendações de compra ou venda de dólares, pois não é consultor […]
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que não compraria dólares por um preço superior a R$ 5,70, citando os fundamentos da economia brasileira. Ele reconheceu a queda inesperada da moeda americana em 2023, que chegou a R$ 4,70, e destacou que não faz recomendações de compra ou venda de dólares, pois não é consultor e não pode prever a cotação futura. Haddad enfatizou que a precificação do câmbio é influenciada por diversas variáveis internas e externas.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, também comentou sobre a cotação atual do dólar, afirmando que não reflete a realidade econômica do Brasil. Ele mencionou que o governo tomará as medidas necessárias para garantir o equilíbrio fiscal, especialmente após a moeda ter encerrado o dia a R$ 6,042, com uma queda de 0,38%. Costa acredita que, com a posse do novo presidente dos Estados Unidos e os dados robustos da economia brasileira, o dólar deve voltar a um patamar mais condizente com a realidade econômica.
Haddad, em entrevista, destacou as incertezas globais que afetam a economia, afirmando que a situação não é exclusiva do Brasil. Ele mencionou que o cenário externo mudou drasticamente, com taxas de juros nos Estados Unidos elevadas, o que gera preocupação. O ministro reiterou que, com base nos fundamentos econômicos atuais, o valor do dólar está elevado e que não compraria a moeda acima de R$ 5,70.
Rui Costa reafirmou o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal, mencionando um bloqueio de R$ 20 bilhões para garantir o equilíbrio das contas públicas. Ele ressaltou que o compromisso fiscal é uma responsabilidade do governo como um todo e que ajustes serão feitos conforme necessário. O secretário executivo da Fazenda, Dario Durigan, indicou que novas medidas fiscais devem ser discutidas após a aprovação do Orçamento de 2025, visando limitar os “supersalários” e controlar os gastos.
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