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Abeifa defende importação de veículos e rebate críticas sobre carros chineses no Brasil

- Em 2024, as vendas de veículos importados no Brasil cresceram 141%, totalizando 141,7 mil unidades. - A BYD dominou o mercado, com 73,3% dos emplacamentos, gerando preocupação na indústria local. - O presidente da Abeifa, Marcelo Godoy, defende a importação para estimular a produção local. - Os portos brasileiros acumulam 50 mil carros elétricos chineses não vendidos, evidenciando desafios no setor. - Aumento do imposto de importação para veículos elétricos pode impactar o crescimento projetado de 24% para 2025.

As vendas de veículos importados no Brasil cresceram 141% em 2024, totalizando 141,7 mil unidades. As empresas do setor esperam um aumento de 24% nas vendas para este ano, apesar da previsão de um novo aumento no imposto de importação. A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) informou que a […]

As vendas de veículos importados no Brasil cresceram 141% em 2024, totalizando 141,7 mil unidades. As empresas do setor esperam um aumento de 24% nas vendas para este ano, apesar da previsão de um novo aumento no imposto de importação. A Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) informou que a BYD, montadora chinesa, foi responsável por 73,3% dos emplacamentos no setor em 2024, gerando preocupações na indústria local sobre a necessidade de um retorno imediato do imposto de importação para veículos eletrificados, que deve subir para 35% apenas em julho de 2026.

Marcelo Godoy, presidente da Abeifa, defende que o Brasil deve incentivar a importação de veículos para que as marcas possam, posteriormente, produzir localmente. Ele destacou que o país importa cerca de 400 mil unidades anualmente, incluindo montadoras com fábricas no Brasil. Godoy enfatizou que, em vez de criar barreiras, o Brasil deve fomentar tanto a indústria nacional quanto a importação, citando o exemplo de uma associada que planeja construir uma fábrica no país.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, alertou sobre o aumento de tarifas nos Estados Unidos e na União Europeia para carros chineses, sugerindo que a China estaria “desovando” sua produção no Brasil. Godoy contestou essa afirmação, afirmando que as marcas chinesas representam apenas 15% a 20% das importações totais do setor. Ele também mencionou que, em dezembro, havia 70 mil carros elétricos chineses não vendidos nos portos brasileiros, número que atualmente está em 50 mil.

Com a recente elevação do imposto de importação para veículos elétricos, que subirá de 18% para 25% em julho e para 35% em 2026, Godoy alertou que a rápida recomposição das alíquotas poderia criar precedentes indesejados para outros setores. Ele também destacou a valorização do dólar como um risco para o crescimento do setor, prevendo que o aumento de preços poderá ser sentido em cerca de seis meses. A Abeifa registrou mais de 100 mil unidades vendidas em 2024, um marco não alcançado desde a década passada, e Godoy se mostrou otimista para 2025, especialmente com o crescimento das vendas de veículos elétricos e híbridos, que agora representam mais de 50% das vendas das associadas da Abeifa.

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