Impulsionado pela valorização do Bitcoin (BTC) e pela crescente facilidade de acesso, o volume de contratos futuros de Bitcoin (BIT) negociados na B3 ultrapassou R$ 1 trilhão em janeiro de 2024. Em comparação, o volume de Bitcoin negociado no mercado à vista foi de R$ 46,4 bilhões, evidenciando que os futuros registraram um volume 25 […]
Impulsionado pela valorização do Bitcoin (BTC) e pela crescente facilidade de acesso, o volume de contratos futuros de Bitcoin (BIT) negociados na B3 ultrapassou R$ 1 trilhão em janeiro de 2024. Em comparação, o volume de Bitcoin negociado no mercado à vista foi de R$ 46,4 bilhões, evidenciando que os futuros registraram um volume 25 vezes maior. Segundo Israel Buzaym, especialista de criptoativos do Bitybank, esse aumento reflete o status crescente do Bitcoin, que se tornou o sétimo ativo mais valioso em capitalização de mercado.
Desde o lançamento dos contratos futuros em abril de 2024, a adoção institucional tem crescido, com a expectativa de que grandes nações comecem a acumular Bitcoin. Os contratos futuros são acordos financeiros para comprar ou vender um ativo em uma data futura a um preço pré-determinado. Atualmente, cada contrato vale 10% do valor do Bitcoin, que está cotado a R$ 637 mil, resultando em um preço de R$ 63,7 mil por contrato. A volatilidade e a liquidez atraíram investidores, especialmente traders experientes, que buscam aproveitar essas características.
O aumento no volume negociado também está ligado à redução do spread, que caiu de 80 a 110 pontos para cerca de 20 pontos. Spreads mais baixos tornam o mercado mais atraente, pois indicam custos de negociação menores. Roberto Indech, da XP, destacou que, no primeiro dia de negociação, quase 10 mil contratos foram negociados, e a média diária em 2024 chegou a 200 mil contratos. A expectativa é que a liquidez continue a crescer em 2025, à medida que o produto se torne mais conhecido.
Para operar contratos futuros de Bitcoin na B3, os investidores precisam ter conta em uma corretora que ofereça acesso a esses produtos e uma margem inicial mínima de R$ 100 por contrato. Contudo, devido à volatilidade, um aporte de cerca de R$ 3 mil é recomendado. Os principais riscos incluem a volatilidade, que pode ser desafiadora para alguns investidores, e a liquidez, que pode dificultar a saída de posições em momentos de baixa atividade.
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