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Moody’s eleva nota de crédito da Argentina e muda perspectiva para positiva

- A Moody's elevou a nota de crédito da Argentina de "Ca" para "Caa3", a primeira alta em cinco anos. - O superávit comercial recorde de US$ 18,9 bilhões em 2024 impulsionou a melhora na classificação. - A perspectiva foi alterada de "estável" para "positiva", refletindo políticas eficazes de ajuste fiscal. - A administração de Javier Milei implementou cortes significativos nos gastos públicos. - Apesar da melhora, a Argentina ainda enfrenta alto risco de inadimplência e desinteresse de investidores.

A Moody’s Ratings anunciou nesta sexta-feira, 24 de fevereiro de 2024, a elevação das classificações de crédito soberano da Argentina, passando de Ca para Caa3. Essa mudança, a primeira em cinco anos, reflete a implementação de ajustes econômicos pela administração do presidente Javier Milei, que têm contribuído para a estabilização das finanças externas do país. […]

A Moody’s Ratings anunciou nesta sexta-feira, 24 de fevereiro de 2024, a elevação das classificações de crédito soberano da Argentina, passando de Ca para Caa3. Essa mudança, a primeira em cinco anos, reflete a implementação de ajustes econômicos pela administração do presidente Javier Milei, que têm contribuído para a estabilização das finanças externas do país. A agência também alterou a perspectiva de estável para positiva, indicando um potencial para novas elevações nas classificações.

A Moody’s destacou que a política fiscal rigorosa e a interrupção do financiamento monetário foram cruciais para a melhora das contas públicas, que registraram um superávit comercial recorde de US$ 18,9 bilhões em 2024. Apesar da melhora, a classificação ainda sugere um alto risco de inadimplência, o que pode desestimular investidores. A agência observou que a Argentina ainda enfrenta desafios significativos, como a remoção de controles de capital e câmbio, que podem impactar a capacidade de pagamento da dívida externa.

A perspectiva positiva da Moody’s é um reconhecimento dos esforços do governo em lidar com a inflação e os desequilíbrios econômicos herdados. A administração de Milei, que começou seu mandato em um cenário de inflação elevada e reservas internacionais baixas, tem se comprometido com um programa de estabilização macroeconômica. A queda do risco país, com o spread soberano abaixo de 600 pontos-base, também aumenta as chances de acesso aos mercados externos.

A classificação de crédito é um indicador importante para investidores, que avaliam o risco de calote com base nas notas atribuídas pelas agências. O Brasil, por exemplo, possui uma classificação superior à da Argentina, o que pode influenciar as decisões de investimento. A Moody’s, ao revisar a nota da Argentina, sinaliza um caminho de recuperação, embora os riscos ainda permaneçam elevados.

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