Uma das primeiras ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao assumir o cargo, foi retirar o país do Acordo de Paris, o que deve impactar positivamente o mercado de “green bonds” ou títulos verdes. Especialistas apontam que essa decisão provocará oscilações financeiras no valor dos créditos de carbono. Em contraste, o Brasil aprovou […]
Uma das primeiras ações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao assumir o cargo, foi retirar o país do Acordo de Paris, o que deve impactar positivamente o mercado de “green bonds” ou títulos verdes. Especialistas apontam que essa decisão provocará oscilações financeiras no valor dos créditos de carbono. Em contraste, o Brasil aprovou a Lei 15.042, que regulamenta o mercado de emissões de gases de efeito estufa, reforçando sua política ambiental.
Desde 2016, os títulos verdes têm apresentado um crescimento significativo, passando de US$ 100 bilhões para US$ 1,4 trilhão em investimentos em 2023. Os bioinsumos, que são produtos de origem natural, representam uma parte importante desse total, com cerca de R$ 80 bilhões investidos, indicando uma tendência de integração entre agricultura e meio ambiente.
Roulien Paiva Vieira, especialista em Tecnologia Sustentável, destaca que sua atuação em projetos alinhados à agenda ESG (governança ambiental, social e corporativa) no Brasil e nos Brics desde 2023 pode aumentar a demanda por investimentos verdes. Ele ressalta que as agriculturas dos Estados Unidos e do Brasil são concorrentes diretas, com os preços de produtos como soja e milho impactando o mercado brasileiro.
Luiz Eugênio Pontes, diretor-comercial da Fertsan, também expressa otimismo sobre o futuro do mercado de bioinsumos. Ele acredita que a tecnologia da empresa pode transformar a produtividade agrícola de maneira sustentável, alinhando-se aos valores da agenda ESG, o que reforça a relevância dos bioinsumos no agronegócio brasileiro.
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