Os preços nos Estados Unidos apresentaram um aumento em dezembro, com o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subindo 2,6% em relação ao ano anterior, superando a alta de 2,4% registrada em novembro. O Departamento de Comércio informou que, mensalmente, os preços aumentaram 0,3%, após uma elevação de 0,1% no mês anterior. […]
Os preços nos Estados Unidos apresentaram um aumento em dezembro, com o Índice de Preços das Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subindo 2,6% em relação ao ano anterior, superando a alta de 2,4% registrada em novembro. O Departamento de Comércio informou que, mensalmente, os preços aumentaram 0,3%, após uma elevação de 0,1% no mês anterior. Esses dados indicam que o Federal Reserve pode adiar cortes nas taxas de juros, que atualmente estão entre 4,25% e 4,50%.
O crescimento dos gastos dos consumidores, que representa mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, foi de 0,7% em dezembro, após uma revisão para cima de 0,6% em novembro. A renda pessoal também aumentou 0,4%, refletindo um mercado de trabalho robusto. O aumento nos gastos foi impulsionado principalmente por um crescimento significativo nas despesas com serviços e bens.
Apesar do aumento nos preços, o Fed optou por manter as taxas de juros, retirando menções a um “progresso” no combate à inflação em seu comunicado. O presidente do Fed, Jerome Powell, enfatizou a necessidade de avaliar mais dados econômicos antes de qualquer ajuste nas taxas. A expectativa é que não haja cortes nas taxas antes de junho, em meio a um cenário de incerteza econômica.
A baixa taxa de poupança pessoal, que está em 3,8%, sugere que os consumidores podem estar utilizando suas reservas para sustentar o nível de consumo. Embora o consumo continue a ser um motor do crescimento econômico, a desaceleração do PIB indica que a economia pode estar perdendo força, colocando o Fed em um dilema entre conter a inflação e evitar uma recessão.
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