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Gestora da Itaú Asset alerta para riscos em empresas menores e no middle market

- Fayga Delbem, da Itaú Asset, vê empresas bem posicionadas para enfrentar juros altos. - Aumento nas recuperações judiciais afeta principalmente empresas menores e com crédito restrito. - Empresas high yields e do middle market enfrentam maior risco de recuperação judicial. - A Itaú Asset, com R$ 450 bilhões em portfólio, destaca balanços líquidos e dívidas alongadas. - Ciclos anteriores de juros altos foram superados, evidenciando resiliência das empresas.

Fayga Delbem, head de crédito core da Itaú Asset, destacou que, apesar de um cenário econômico desafiador, “temos empresas bem posicionadas” no mercado de capitais. Ela observou um aumento nas recuperações judiciais, especialmente entre empresas menores que enfrentam dificuldades de acesso ao crédito. Delbem acredita que as empresas com melhores notas de crédito estão em […]

Fayga Delbem, head de crédito core da Itaú Asset, destacou que, apesar de um cenário econômico desafiador, “temos empresas bem posicionadas” no mercado de capitais. Ela observou um aumento nas recuperações judiciais, especialmente entre empresas menores que enfrentam dificuldades de acesso ao crédito. Delbem acredita que as empresas com melhores notas de crédito estão em uma situação mais favorável, enquanto as de high yields e do middle market apresentam maiores riscos.

A gestora enfatizou a relação entre taxas de juros elevadas e o aumento das despesas financeiras das empresas. “Quando a empresa paga mais juros, pressiona o fluxo de caixa”, afirmou, ressaltando a importância de um gerenciamento financeiro eficaz. A Itaú Asset, a maior gestora de crédito do Brasil, possui um portfólio de aproximadamente R$ 450 bilhões e observa que muitas empresas conseguiram fortalecer seus balanços e alongar suas dívidas.

Delbem também lembrou que o Brasil já enfrentou ciclos de juros altos anteriormente, o que proporciona uma experiência acumulada para as empresas. “Cada ciclo tem um contexto, mas a análise detalhada de como a empresa está posicionada hoje é crucial”, disse. Ela destacou que muitas companhias conseguiram manter uma boa posição de caixa, o que as torna menos dependentes do mercado de capitais em 2025 para rolar suas dívidas.

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