Nas próximas duas décadas, o mundo verá a maior transferência de riqueza da história, com US$ 84 trilhões passando dos Baby Boomers para os Millennials e a Geração Z. Este fenômeno, embora já esperado devido ao aumento da expectativa de vida, foi detalhado em um estudo da plataforma Multipolitan, que destaca as novas prioridades de […]
Nas próximas duas décadas, o mundo verá a maior transferência de riqueza da história, com US$ 84 trilhões passando dos Baby Boomers para os Millennials e a Geração Z. Este fenômeno, embora já esperado devido ao aumento da expectativa de vida, foi detalhado em um estudo da plataforma Multipolitan, que destaca as novas prioridades de investimento dos herdeiros, como a revolução digital, a urgência climática e um enfoque mais globalizado.
Nos Estados Unidos, os herdeiros devem receber US$ 68 trilhões em ativos, enquanto o Reino Unido antecipa 5,5 trilhões de libras e a Austrália, 3,5 trilhões de dólares australianos. O estudo revela que 72% dos herdeiros ricos utilizam o Google para pesquisar investimentos, com o YouTube sendo a plataforma social mais utilizada. A adaptação dos consultores financeiros a essas novas preferências é considerada crucial.
O estudo sugere que a tendência de investimentos dos Millennials e da Geração Z é diferente da dos Baby Boomers, com um foco em sustentabilidade, tecnologia e filantropia. Escritórios de gestão de patrimônio estão começando a incorporar inovações como robô-advisors e planejamento financeiro orientado por inteligência artificial. Além disso, a integração de critérios ESG (ambientais, sociais e de governança) nos produtos financeiros é uma estratégia crescente.
Entretanto, dados recentes indicam que a realidade atual pode contradizer essas tendências. Um relatório da Morningstar Sustainalytics revelou que as entradas para fundos sustentáveis caíram pela metade em 2024, com a Europa enfrentando um fechamento de ativos superior ao lançamento de novos fundos. A forte regulamentação da União Europeia e uma campanha anti-ESG nos EUA estão afastando investidores, evidenciando que, apesar da expectativa de mudança, a maior parte da riqueza ainda permanece sob controle dos Baby Boomers.
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