O setor de supermercados busca convencer o governo a permitir a venda de medicamentos em suas lojas, argumentando que isso reduziria os preços. Em contrapartida, a farmacêutica Cimed, liderada por João Adibe, planeja expandir sua presença nas gôndolas de supermercados com novos produtos, especialmente nas áreas de cuidado bucal e itens para bebês. A empresa […]
O setor de supermercados busca convencer o governo a permitir a venda de medicamentos em suas lojas, argumentando que isso reduziria os preços. Em contrapartida, a farmacêutica Cimed, liderada por João Adibe, planeja expandir sua presença nas gôndolas de supermercados com novos produtos, especialmente nas áreas de cuidado bucal e itens para bebês. A empresa visa aumentar seu faturamento de R$ 3,6 bilhões em 2024 para R$ 10 bilhões até 2029, focando no canal alimentar, que atualmente representa apenas R$ 50 milhões de suas receitas.
A Cimed já tinha uma linha de produtos para bebês, como a pomada Babymed, mas intensificou sua estratégia ao adquirir a RM2, terceira maior fabricante de lenços umedecidos do Brasil. Essa aquisição facilita a entrada da empresa nos supermercados. Durante o evento “MSA, Meu Sangue Amarelo”, que reunirá 40 mil pessoas em São Paulo, a Cimed lançará a linha João e Maria, que inclui sabonetes, xampus, mamadeiras e chupetas.
No segmento de saúde bucal, a Cimed lançou em novembro gel dental e enxaguante saborizados sob a marca Carmed, em parceria com a Fini. Apesar do pouco tempo no mercado, os produtos já detêm 14% de participação, com a meta de alcançar 30%. Novos sabores e escovas dentais serão apresentados no evento, com Adibe destacando que o mercado é dominado por três empresas que controlam 90% do setor.
A Cimed destina R$ 2 bilhões para expansão orgânica, que representa 90% do crescimento planejado, mas também está aberta a aquisições. O CEO mencionou o interesse em avaliar a parte de genéricos da Sanofi e afirmou que não comprará empresas com capacidade de produção saturada. Recentemente, a Cimed reajustou seus preços em 7% devido à alta do dólar.
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