Os motoristas nos Estados Unidos podem enfrentar um aumento nos preços dos combustíveis de cerca de 15 centavos de dólar (US$ 0,15) por galão, devido à decisão do presidente Donald Trump de impor tarifas sobre o petróleo proveniente do Canadá e do México. Essa avaliação foi feita por Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, em […]
Os motoristas nos Estados Unidos podem enfrentar um aumento nos preços dos combustíveis de cerca de 15 centavos de dólar (US$ 0,15) por galão, devido à decisão do presidente Donald Trump de impor tarifas sobre o petróleo proveniente do Canadá e do México. Essa avaliação foi feita por Andy Lipow, da Lipow Oil Associates, em entrevista à Bloomberg. Atualmente, a gasolina é vendida a uma média de US$ 3,10 por galão, enquanto o diesel está em US$ 3,70, conforme dados da American Automobile Association.
Trump planeja aplicar uma tarifa de 10% sobre as importações de petróleo e produtos refinados do Canadá, o que pode desestabilizar o mercado, já que o país fornece cerca de 4 milhões de barris diários. O México também pode enfrentar restrições comerciais, embora a tarifa de 25% tenha sido adiada por um mês. Lipow destacou que o impacto no consumidor pode variar, com a Costa Oeste podendo ver aumentos de até US$ 0,20 por galão, enquanto uma escassez local poderia elevar os preços em mais de US$ 0,30.
As tarifas estão sendo implementadas em um momento em que as refinarias americanas estão reduzindo a produção para manutenção, resultando em menor disponibilidade de produtos. Estados como Massachusetts, Vermont e New Hampshire dependem fortemente do petróleo canadense, e a Irving Oil Ltd. já notificou seus clientes sobre aumentos nos preços do gás propano. Segundo Pavel Molchanov, da Raymond James, o efeito das tarifas nos preços dos combustíveis nos postos pode ser notado em três a quatro semanas, com impactos mais rápidos em regiões que dependem do petróleo canadense.
Os mercados futuros já estão reagindo, com os contratos de gasolina na NYMEX subindo até US$ 0,13 na segunda-feira, alcançando quase US$ 2,17 por galão, o maior movimento intradiário desde março. Essa situação indica que os motoristas devem estar atentos aos preços, especialmente no final de fevereiro, quando os efeitos das tarifas se tornarem mais evidentes.
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