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Urgência de reinvenção cresce entre CEOs do agronegócio diante de desafios climáticos e tecnológicos

- Quarenta e quatro por cento dos CEOs do agronegócio veem necessidade urgente de reinvenção. - Sessenta e seis por cento estão otimistas com a economia brasileira e global em 2025. - Cinquenta e dois por cento relataram ganhos de eficiência com inteligência artificial generativa. - Mudanças climáticas e qualificação da mão de obra são as principais preocupações. - Quarenta e quatro por cento buscam diversificação de receita e novas parcerias.

O cenário de mudanças climáticas e a transformação digital estão impulsionando a necessidade de reinvenção nas empresas do agronegócio brasileiro. Segundo a 28ª edição da Global CEO Survey, realizada pela PwC, 44% dos CEOs acreditam que suas empresas não sobreviverão economicamente por mais de dez anos sem essa adaptação, um aumento em relação aos 31% […]

O cenário de mudanças climáticas e a transformação digital estão impulsionando a necessidade de reinvenção nas empresas do agronegócio brasileiro. Segundo a 28ª edição da Global CEO Survey, realizada pela PwC, 44% dos CEOs acreditam que suas empresas não sobreviverão economicamente por mais de dez anos sem essa adaptação, um aumento em relação aos 31% do ano anterior. Mauricio Moraes, sócio da PwC Brasil, destaca que a pressão por mudanças rápidas e a chegada de novas tecnologias exigem atenção constante para evitar surpresas no mercado.

Apesar das preocupações, os líderes do agronegócio demonstram otimismo. 66% esperam uma aceleração na economia global nos próximos doze meses, comparado a 40% em 2024. O otimismo em relação à economia brasileira é ainda maior, com 76% dos CEOs confiantes, um aumento em relação aos 69% do ano passado. Moraes atribui essa confiança ao desempenho positivo esperado em setores como café, cacau e laranja, além de uma safra recorde de grãos.

Os riscos climáticos são uma preocupação significativa, com 56% dos CEOs considerando-os a maior ameaça para seus negócios nos próximos doze meses, bem acima da média nacional de 21%. Além disso, 38% mencionaram a qualificação da mão de obra como um desafio. Apesar disso, 47% relataram aumento de receita com investimentos climáticos nos últimos cinco anos, indicando uma adaptação gradual às novas realidades do mercado.

A pesquisa também revela um crescente interesse em inteligência artificial (IA), com 52% dos CEOs afirmando que a IA generativa trouxe ganhos de eficiência. Para o próximo ano, 61% esperam que essa tecnologia aumente a lucratividade. Além disso, 86% planejam investir na integração da IA com plataformas tecnológicas, refletindo uma tendência de inovação e adaptação no setor. A longevidade dos CEOs no cargo também é notável, com 42% esperando permanecer à frente de suas empresas por seis anos ou mais, superando as médias nacionais e globais.

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