A inflação de alimentos no Brasil deve apresentar um comportamento mais moderado em 2024, segundo previsões de economistas. Contudo, preços de itens essenciais, como café, carnes, ovos e alimentos in natura, devem impactar significativamente o orçamento das famílias, especialmente no primeiro semestre. O café é apontado como o principal responsável pela alta, com expectativas de […]
A inflação de alimentos no Brasil deve apresentar um comportamento mais moderado em 2024, segundo previsões de economistas. Contudo, preços de itens essenciais, como café, carnes, ovos e alimentos in natura, devem impactar significativamente o orçamento das famílias, especialmente no primeiro semestre. O café é apontado como o principal responsável pela alta, com expectativas de aumento de 25% ao longo do ano, refletindo tanto a recuperação da indústria quanto uma safra menor devido à estiagem.
Gabriel Pestana, analista da Genial Investimentos, prevê altas de 7,60% em janeiro, 5,21% em fevereiro e 5,46% em março. Ele destaca que o consumidor sentirá esse impacto não apenas no primeiro trimestre, mas também durante todo o segundo. A carne bovina, segundo Leonardo Costa, economista da ASA, também deve sofrer um aumento significativo, com uma expectativa de 14% até 2025, devido aos efeitos de um choque de preços anterior.
Os alimentos in natura, como hortaliças e frutas, também devem registrar aumentos, com uma previsão de 10,5% em 2024. Costa menciona que o aumento dos custos de produção, impulsionado pela desvalorização do real e pelo encarecimento de insumos, é um fator crucial para essa alta. Embora o tomate possa ter um aumento de 15%, a sazonalidade pode influenciar os preços, resultando em variações significativas ao longo do ano.
Por fim, a expectativa para frangos e ovos é incerta, com analistas divididos entre deflação e aumentos. O comportamento dos preços desses itens será influenciado pela variação nas carnes, que costumam ser substitutos diretos. Produtos como arroz, óleo de soja e feijão também geram divergências entre economistas, que aguardam sinais mais claros das safras futuras, considerando a relação com o câmbio e as expectativas de inflação.
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