O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, anunciou que o banco adotou uma postura mais cautelosa em relação ao risco de crédito em 2024, refletindo um guidance conservador para 2025. Durante a apresentação dos resultados do quarto trimestre, Noronha destacou que a instituição fez uma redução no apetite ao risco devido à desvalorização do real e […]
O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, anunciou que o banco adotou uma postura mais cautelosa em relação ao risco de crédito em 2024, refletindo um guidance conservador para 2025. Durante a apresentação dos resultados do quarto trimestre, Noronha destacou que a instituição fez uma redução no apetite ao risco devido à desvalorização do real e à expectativa de aumento nas taxas de juros. O Bradesco fechou 1.385 pontos de atendimento no ano passado, superando a meta de 1.000, e a despesa administrativa cresceu 9,3% em 2024, mas está sob controle.
O lucro líquido recorrente do Bradesco atingiu R$ 5,402 bilhões no quarto trimestre de 2024, um aumento de 87,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que projetava um lucro de R$ 5,334 bilhões. A margem com clientes, que reflete o ganho em operações de crédito, cresceu 4,7% em um ano, totalizando R$ 16,153 bilhões. Noronha também mencionou que a inadimplência acima de 90 dias deve continuar a cair, com a qualidade das novas safras na baixa renda apresentando melhora.
Para 2025, o Bradesco espera um crescimento da carteira de crédito entre 4% e 8%, com uma margem financeira líquida projetada entre R$ 37 bilhões e R$ 41 bilhões. O banco está focado em setores mais resilientes, como agronegócio e alta renda, e planeja continuar investindo em sua transformação, apesar de um cenário macroeconômico desafiador. Noronha afirmou que a instituição está confortável com seu índice de capital e que não haverá cortes nos investimentos para aumentar a rentabilidade.
O cenário econômico para 2025 é considerado mais arriscado, especialmente para empresas, mas a inadimplência permanece controlada. O Bradesco projeta um crescimento da oferta de crédito entre 4% e 8%, abaixo do crescimento de 11,9% registrado em 2024. A inflação deve alcançar 5,7% no final do ano, e a taxa Selic pode chegar a 14,75%. Noronha enfatizou que, mesmo com um ambiente mais cauteloso, o banco não espera problemas significativos de inadimplência e continuará a buscar crescimento sustentável.
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