A alta recente nos preços do café arábica pode impactar o consumo nos próximos meses, segundo Andrea Illy, presidente da torrefadora italiana Illycaffè. Os futuros do grão, preferido por marcas como Illy e Starbucks, dobraram de preço no último ano, alcançando US$ 8 por quilo. O Brasil, maior produtor mundial, enfrenta uma oferta restrita e […]
A alta recente nos preços do café arábica pode impactar o consumo nos próximos meses, segundo Andrea Illy, presidente da torrefadora italiana Illycaffè. Os futuros do grão, preferido por marcas como Illy e Starbucks, dobraram de preço no último ano, alcançando US$ 8 por quilo. O Brasil, maior produtor mundial, enfrenta uma oferta restrita e incertezas sobre a próxima safra devido a condições climáticas adversas.
Illy indicou à Bloomberg TV que os preços de varejo podem aumentar entre 20% e 25%. Esse aumento já está afetando a demanda nos principais mercados, especialmente nas economias emergentes, onde o consumo de café, antes em crescimento, começa a desacelerar. A alta contínua dos preços é atribuída à falta de clareza sobre a oferta futura e à especulação no mercado.
Os preços do café arábica atingiram um novo recorde, chegando a US$ 4,11 por libra-peso, marcando a décima primeira alta consecutiva. Os futuros na bolsa ICE fecharam em US$ 4,0395, com um aumento acumulado de 25% no ano, após um crescimento de 70% no ano anterior. Os temores sobre a redução da oferta no Brasil e no Vietnã, além de possíveis tarifas comerciais, têm gerado nervosismo entre os traders.
Enquanto isso, o café robusta, utilizado em blends e café instantâneo, manteve-se em US$ 5.646 a tonelada métrica. As exportações do Vietnã, maior produtor de robusta, caíram 41,1% em janeiro, refletindo uma demanda que supera a oferta. Em outras commodities, os preços do cacau e do açúcar também apresentaram quedas, com o cacau em Nova York fechando a US$ 10.127 por tonelada.
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