A nova administração da Sabesp, que assumiu no ano passado, iniciou suas atividades com a renovação de um contrato de swap para dívidas em dólar e iene com bancos internacionais. O custo dessa operação ficou abaixo do CDI, gerando expectativas elevadas em relação ao desempenho financeiro da companhia. Daniel Szlak, que ocupa a diretoria financeira […]
A nova administração da Sabesp, que assumiu no ano passado, iniciou suas atividades com a renovação de um contrato de swap para dívidas em dólar e iene com bancos internacionais. O custo dessa operação ficou abaixo do CDI, gerando expectativas elevadas em relação ao desempenho financeiro da companhia. Daniel Szlak, que ocupa a diretoria financeira desde outubro, comentou que o conselho está acostumado a buscar condições ainda mais favoráveis, brincando que “só quer CDI menos”. A Sabesp precisa investir mais de R$ 60 bilhões nos próximos cinco anos, o que a tornará uma emissora frequente no mercado de dívidas.
Nos primeiros meses de 2024, a Sabesp já levantou e comprometeu cerca de R$ 6 bilhões, incluindo R$ 3,7 bilhões em debêntures. Desses, R$ 2,7 bilhões são destinados a investimentos na ampliação da estação ETE Barueri, parte do programa de recuperação do Tietê, que atende 11 milhões de pessoas. As debêntures têm prazos variados, com taxas que refletem o cenário atual do mercado. A companhia busca reduzir custos, mesmo que a meta de “CDI menos” seja considerada utópica para corporações com rating soberano limitado.
A alavancagem líquida da Sabesp estava em 1,7 vez no último balanço, com um limite de 3,5 vezes nos covenants. Analistas projetam que a empresa deve permanecer abaixo desse teto nos próximos anos, com uma média de 2,5 vezes em 2025. Szlak destacou que, apesar da necessidade de captação intensa nos primeiros anos, a estrutura tarifária da privatização deve ajudar a controlar a alavancagem. A companhia está explorando diferentes fontes de financiamento, incluindo bonds e parcerias com o BNDES.
A eficiência operacional é uma prioridade para a Sabesp, que gasta cerca de R$ 1,6 bilhão em energia elétrica, com 40% desse valor no mercado cativo, que é mais caro. A empresa está implementando um programa de demissão voluntária e revisando contratos para reduzir custos. Szlak enfatizou que o foco principal é o aumento dos investimentos, com a meta de “capex, capex, capex”. Além disso, a participação da Sabesp em leilões e parcerias público-privadas em municípios fora de sua concessão atual será avaliada conforme as oportunidades surgirem.
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