Cristina Varchetta, representante do domínio Astroni, localizado na região dos campos phlégréens, destaca que a área, rica em história e natureza, é marcada por um solo vulcânico que confere características únicas aos vinhos. Com apenas 150 hectares de vinhedos, a produção se destaca pela frescor, mineralidade e salinidade, resultantes dos sais minerais presentes no solo. […]
Cristina Varchetta, representante do domínio Astroni, localizado na região dos campos phlégréens, destaca que a área, rica em história e natureza, é marcada por um solo vulcânico que confere características únicas aos vinhos. Com apenas 150 hectares de vinhedos, a produção se destaca pela frescor, mineralidade e salinidade, resultantes dos sais minerais presentes no solo. Os vinhos brancos, feitos com a uva Falanghina, são ideais para acompanhar pratos de peixe, enquanto os tintos, elaborados com Piedirosso, combinam bem com receitas à base de tomate, como a pizza.
O especialista em vinhos Konstantin Baum ressalta que, embora os solos vulcânicos proporcionem um microclima favorável, não é correto afirmar que todos os vinhos vulcânicos compartilham um sabor característico. Ele conduziu uma masterclass em Wine Paris, onde discutiu como os solos de regiões como Tokaj, na Hungria, influenciam o caráter dos vinhos. Baum apresentou um vinho do domínio Sauska, destacando suas notas souffrées e frescura.
Na França, o domínio Desprat Saint-Verny, localizado na cadeia vulcânica dos Puys, cultiva vinhos com características únicas, sendo o único no mundo a ter quatro tipos de solo vulcânico simultaneamente. A diretora comercial, Léa Desprat, menciona que suas linhas de vinhos, como Fusion e Eruption, apresentam alta mineralidade e frescor, com tintos que possuem notas especiadas e fumadas.
Em Armênia, o domínio Qotot, fundado por Lilit Ghazaryan, se beneficia do solo fértil próximo ao extinto Vayots Sar. Os vinhos tintos, elaborados com a uva Areni, são conhecidos por seus aromas de baías, enquanto os brancos, feitos com Voskehat, oferecem frescor e notas frutadas. Ghazaryan busca expandir a produção, atualmente em 25.000 garrafas anuais, para novos mercados além da França, Alemanha e Rússia.
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