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Fornecedores informais de diesel desafiam distribuidoras e elevam pressão no setor

- Fornecedores informais de diesel no Brasil desrespeitam normas de biodiesel. - Vantagem de R$ 300/m³ para informais pressiona distribuidoras como Ipiranga. - Sindicom estuda suspender mistura obrigatória de biodiesel devido a custos. - ANP fiscaliza apenas 9% dos postos, aumentando fraudes no setor. - Goldman Sachs mantém recomendações neutras e de compra para distribuidoras.

Diversas distribuidoras de combustíveis no Brasil enfrentam desafios devido à vantagem competitiva de fornecedores informais de diesel, que não seguem as exigências de mistura de biodiesel. Um relatório do Goldman Sachs, enviado a investidores nesta quinta-feira (13), aponta que essa não conformidade pode resultar em uma vantagem superior a R$ 300 por metro cúbico (m³) […]

Diversas distribuidoras de combustíveis no Brasil enfrentam desafios devido à vantagem competitiva de fornecedores informais de diesel, que não seguem as exigências de mistura de biodiesel. Um relatório do Goldman Sachs, enviado a investidores nesta quinta-feira (13), aponta que essa não conformidade pode resultar em uma vantagem superior a R$ 300 por metro cúbico (m³) para esses fornecedores. Em comparação, as margens de lucro ajustadas foram de R$ 153/m³ para a Ipiranga e R$ 176/m³ para a Vibra no terceiro trimestre de 2024.

A análise do Goldman Sachs se baseia em um estudo do Instituto Combustível Legal (ICL), que revelou fraudes em postos de combustíveis, enquanto a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) consegue fiscalizar apenas 9% dos estabelecimentos. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) está considerando solicitar à ANP a suspensão da mistura obrigatória de biodiesel, especialmente com o aumento do percentual para 15% em março, o que pode elevar ainda mais os custos.

As distribuidoras, como Vibra e Ultra, têm resultados do quarto trimestre de 2024 programados para os dias 24 e 26 de fevereiro, respectivamente. O mercado aguarda que as apresentações abordem a competitividade do setor, volumes de importação de combustíveis e estratégias contra a informalidade, além das perspectivas para as margens no primeiro trimestre de 2025.

O Goldman Sachs manteve sua recomendação neutra para a Vibra, com um preço-alvo de R$ 19,50 nos próximos 12 meses, enquanto para a Ultra a recomendação é de compra, com um preço-alvo de R$ 19,70 ou US$ 3,20. O banco destaca que os riscos para as projeções incluem a atividade econômica, variações nas taxas de juros e aumento da concorrência no setor de distribuição de combustíveis.

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