As fusões e aquisições no Brasil cresceram 5% em 2024 em comparação a 2023, totalizando 1.582 operações, segundo pesquisa da consultoria KPMG. Embora o número supere os 1.505 de 2023 e represente uma recuperação após dois anos de queda, ainda não alcança os patamares de 2021 e 2022. Gustavo Vilela, sócio-líder da KPMG, destaca que […]
As fusões e aquisições no Brasil cresceram 5% em 2024 em comparação a 2023, totalizando 1.582 operações, segundo pesquisa da consultoria KPMG. Embora o número supere os 1.505 de 2023 e represente uma recuperação após dois anos de queda, ainda não alcança os patamares de 2021 e 2022. Gustavo Vilela, sócio-líder da KPMG, destaca que isso indica uma retomada importante no mercado, com empresas mais ativas em transações.
As operações realizadas entre empresas brasileiras foram predominantes, com 981 fusões e aquisições, enquanto 392 foram lideradas por investidores estrangeiros. Os Estados Unidos foram a principal origem dos investimentos, com 259 operações, seguidos por Canadá (35), Reino Unido (33) e outros países. Vilela observa que a estabilidade econômica do primeiro semestre de 2024 contribuiu para esse crescimento.
Guilherme Coimbra, também da KPMG, ressalta que a digitalização e a inovação tecnológica foram fatores-chave para impulsionar essas transações. Além disso, o setor de energia renovável atraiu investimentos significativos, reforçando sua relevância no cenário atual. Contudo, ele alerta que o aumento das taxas de juros no segundo semestre e as incertezas fiscais e políticas podem impactar a continuidade dessa tendência em 2025.
Apesar do crescimento, a KPMG não prevê uma sustentabilidade garantida para essa recuperação, dada a complexidade do cenário econômico. A análise dos dados sugere que, embora haja um otimismo cauteloso, fatores externos e internos ainda podem influenciar o mercado de fusões e aquisições no Brasil nos próximos anos.
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