A classificação das classes de renda no Brasil é baseada em diferentes metodologias, sendo a mais utilizada o Critério Brasil, desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) desde os anos 1970. Essa metodologia é atualizada conforme as mudanças nos bens de consumo e não utiliza a renda diretamente para classificar as famílias. Em […]
A classificação das classes de renda no Brasil é baseada em diferentes metodologias, sendo a mais utilizada o Critério Brasil, desenvolvido pela Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep) desde os anos 1970. Essa metodologia é atualizada conforme as mudanças nos bens de consumo e não utiliza a renda diretamente para classificar as famílias. Em vez disso, atribui pontos aos bens que as famílias possuem, e quanto maior a pontuação, mais alta é a classe social.
O presidente da Abep, Duílio Novaes, explica que a classificação foi criada para ser de fácil aplicação pelos entrevistadores e compreensível para os entrevistados. A lista de bens considerada para a pontuação é constantemente revisada. Por exemplo, itens como aspiradores, rádios e televisores foram removidos da lista, pois sua presença se tornou universal. No entanto, a presença de empregadas domésticas e o número de banheiros ainda são relevantes para determinar o poder de compra das famílias.
Os critérios de avaliação incluem a quantidade de itens no lar, como carros, computadores, geladeiras e outros eletrodomésticos, além de fatores como a infraestrutura do entorno, incluindo a pavimentação das ruas e a disponibilidade de água encanada. Também é considerado o grau de escolaridade do responsável pela família.
As classes de renda são divididas da seguinte forma: Classes D/E (até R$ 3,4 mil) representam 49,9% da população; Classe C (de R$ 3,4 mil a R$ 8,1 mil) corresponde a 31%; Classe B (de R$ 8,1 mil a R$ 25,2 mil) abrange 14,8%; e Classe A (acima de R$ 25,2 mil) representa 4,3% da população.
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