Os consumidores estão se tornando cada vez mais exigentes em relação à reputação e ao compromisso ambiental das marcas. Uma pesquisa da consultoria Deloitte, realizada no ano passado com 22,8 mil pessoas em 44 países, revelou que 59% dos millennials e 62% da geração Z sentem ansiedade em relação às mudanças climáticas. Em resposta, muitos […]
Os consumidores estão se tornando cada vez mais exigentes em relação à reputação e ao compromisso ambiental das marcas. Uma pesquisa da consultoria Deloitte, realizada no ano passado com 22,8 mil pessoas em 44 países, revelou que 59% dos millennials e 62% da geração Z sentem ansiedade em relação às mudanças climáticas. Em resposta, muitos afirmam que pesquisam o impacto ambiental das empresas antes de realizar compras, evitando marcas de fast fashion. Além disso, 63% dos millennials e 64% da geração Z estão dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis.
Marcos Cohen, coordenador do Núcleo de Estudos em Organizações Sustentáveis da PUC-Rio, destaca que a pressão social e as mudanças climáticas exigem que as empresas adotem práticas sustentáveis de forma imperativa. Exemplos de marcas que estão se adaptando incluem a Pantys, que observa um aumento no interesse por produtos sustentáveis, e a B.O.B, que oferece cosméticos em barras e embalagens de papel. Victor Lichtenberg, cofundador da B.O.B, critica o greenwashing, onde empresas distorcem suas práticas para parecerem mais sustentáveis do que realmente são.
Marília Pereira, da Hering, menciona que uma pesquisa de 2023 da Kantar revelou que 52% dos consumidores perceberam greenwashing nas marcas, com a moda sendo um dos setores mais afetados. A Hering, em parceria com a Eurofios, recicla 100% de seus resíduos têxteis. A Vulcabras, que possui marcas como Olympikus, também tem investido em sustentabilidade, reduzindo a geração de resíduos e modernizando suas fábricas com um investimento de R$ 750 milhões nos últimos seis anos.
A pesquisa da Deloitte também indica que consumidores nascidos a partir dos anos 1980 esperam que os governos pressionem as empresas a agir em relação ao clima. Cohen ressalta que, apesar das boas intenções, o consumo sustentável ainda é um privilégio de classes mais altas. Ele enfatiza a necessidade de as empresas compreenderem essa dinâmica social e de os governos abordarem as barreiras econômicas que dificultam um comportamento sustentável, especialmente em países com alta pobreza.
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