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Mercado projeta Chile como próximo emergente a elevar juros após Brasil e Ucrânia

- Gestores de fundos apostam em juros mais altos no Chile devido à inflação persistente. - Ata do banco central chileno sugere postura "hawkish" e possível aumento em abril. - Expectativa de taxa básica em 5% em 12 meses, segundo operadores de mercado. - Inflação anual no Chile subiu para 4,9%, com preços ao consumidor aumentando 1,1%. - Divergência entre economistas e operadores sobre a trajetória da inflação é evidente.

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Após o Brasil e a Ucrânia iniciarem campanhas de aumento de juros em 2023, o Chile surge como o próximo país em desenvolvimento a seguir essa tendência. Gestores de fundos como Kinea Investimentos, Ace Capital e Itaú Asset Management estão apostando em juros futuros mais altos, impulsionados pela inflação persistente e sinais de recuperação econômica. […]

Após o Brasil e a Ucrânia iniciarem campanhas de aumento de juros em 2023, o Chile surge como o próximo país em desenvolvimento a seguir essa tendência. Gestores de fundos como Kinea Investimentos, Ace Capital e Itaú Asset Management estão apostando em juros futuros mais altos, impulsionados pela inflação persistente e sinais de recuperação econômica. No entanto, economistas consultados pelo banco central projetam dois cortes de juros nos próximos doze meses, o que gera incerteza nas apostas.

Na quarta-feira, a ata da última reunião do banco central chileno indicou uma postura “hawkish”, sugerindo que as autoridades estão dispostas a aumentar as taxas para conter a inflação, que está acima da meta. O sócio-fundador da Ace, Rodrigo Gaze, destacou que a inflação está mais persistente do que o previsto, e a ata elevou os juros futuros de dois anos em 16,75 pontos-base, alcançando o nível mais alto em nove meses. O Brasil, que já aumentou suas taxas em 275 pontos-base desde setembro, é um exemplo a ser seguido.

Os dirigentes do banco central do Chile, liderados por Rosanna Costa, decidiram manter a taxa em 5% em janeiro, mas a inflação anual subiu para 4,9%. A ata subsequente foi mais agressiva do que o esperado, indicando que o banco pode agir rapidamente se necessário. Além disso, operadores algorítmicos estão ativos na curva chilena, apostando em juros futuros mais altos, conforme relatado pelo Bank of America.

A divergência entre as expectativas de economistas e operadores no Chile reflete diferentes visões sobre a inflação. Enquanto os economistas projetam uma inflação de cerca de 5% para o primeiro semestre, operadores acreditam que o fenômeno inflacionário será mais duradouro. Gaze observa que o banco central chileno é “proativo”, e as expectativas de aumento da taxa básica em 12 meses subiram para 5%. A expectativa de aumento em abril também cresceu, passando de 0% para 7,7%, indicando uma mudança nas percepções do mercado.

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